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Funai pede ajuda da PF e Exército após invasão e morte em aldeia indígena do Amapá

A Funai (Fundação Nacional do índio) do Amapá pediu reforços da PF (Polícia Federal) e do Exército para lidar com uma invasão na aldeia Mariry, nas terras indígenas Waiãpi, que deixou pelo menos 1 morto. O pedido foi feito à presidência da fundação, via memorando, no sábado. Os invasores, segundo os indígenas, seriam garimpeiros.

“Podemos concluir que a presença de invasores é real e que o clima de tensão e exaltação na região é alto. Nesse caso, solicitamos articulação da presidência da Fundação Nacional do Índio e da Diretoria de proteção Territorial (DPT) junto ao Departamento de Polícia Federal (DPF) e/ou Exército Brasileiro, para planejamento e execução de ação emergencial para apurar denúncias tratadas neste processo”, diz o documento.

No memorando, a Funai do Amapá estima que entre 10 e 15 não-índios, munidos de armas de grosso calibre, estejam cercando a aldeia. A coordenação regional ainda confirma, em nota, a morte de Emyra Waiãpi, em 23 de julho, decorrente da atuação deste grupo de não-indígenas, e afirma que a polícia abriu inquérito para investigar o caso.

“Por se tratar de 1 local de difícil acesso, a Funai alertou os órgãos de segurança da área para se certificar da veracidade das informações. Neste domingo, após a chegada de servidores da Fundação, da Polícia Federal e do Bope, foi aberto inquérito para apuração da morte de 1 cacique que foi a óbito na semana passada”, afirma.

Haveria ainda notícias de uma 2ª morte. Esta, contudo, é desmentida pelo documento. Nele, a Funai afirma que suposta morte ocorrida em 26 de julho não é verdadeira e que o índio teria voltado para sua aldeia sem informações sobre se ele teria ou não tido contato com os invasores.

O Apina (Conselho das Aldeias Wajãpi) se manifestou sobre a situação também por meio de nota. No documento, o conselho diz que a invasão é relatada desde 22 de julho. A Apina ainda confirma a chegada de policiais federais e do Bope ao local.

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