Calendário

novembro 2019
D S T Q Q S S
« out    
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930

Dito & Feito – O preço da falta de liberdade política

Depois de renunciar ao antigo sonho de se candidatar a prefeito de Manaus, o deputado Josué Neto (PD) foi buscar no túnel do tempo a história de governantes do passado que sempre chegaram ao poder quando presidiam seus partidos.

Ele citou os exemplos governa antes da década de 1950, como de Álvaro Maia, Plínio Coelho, Gilberto Mestrinho e os mais recentes, como  Amazonino Mendes, Arthur Virgílio, Eduardo Braga e José Mello que trataram de criar seus próprios partidos para disputar eleições majoritárias.

Para o presidente da Assembleia, é quase impossível chegar à cadeira de governador ou de prefeito sem depender do aval do presidente de um partido.

— Todos os governadores e prefeitos que atravessaram as décadas, até o período atual, conseguiram se eleger com o comando dos seus partidos. Nenhum deles era apenas um filiado, com raras exceções –, disse o filho de Josué Filho.

Repetindo David

Para colocar seu bloco na rua e sair em busca do voto para prefeito, Josué teria que deixar o PSD, cujo cacique é o senador Omar Aziz.

Acontece que ele não pode deixar o PSD sem a autorização de Omar, como aconteceu com o governador interino, em 2017, David Almeida.

David pertencia ao mesmo partido e também não teve autorização de Omar para disputar o cargo.

Freio de mão

Neto disse que vinha  conversando com o cacique do PSD desde o dia 7 de abril. Naquela ocasião, explicou ao e senador Omar sua vontade de assumir um novo partido e se desfiliar do PSD.

— Por uma razão muito simples, histórica e de técnica política, que é a liberdade em poder formular composições –, explicou Josué Neto.

Mas, Aziz puxou o freio de mão e Josué jogou a toalha.

Apertem os cintos

A crise da The Boeing Company é muito séria.

Analistas garantem que, se não for encampada pelo governo americano, a companhia vai falir.

Trocando em miúdos:

Se não for salva pelos contribuintes americanos, a Boeing vai quebrar.

Toque de caixa

Dificilmente a Câmara votará alguma proposta com grande impacto ou repercussão econômica até o fim do ano.

Quem garante isso é o deputado e vice-líder do PL, Marcelo Ramos (AM).

— Acho que esse ano dificilmente a Câmara aprova algo de peso –, afirma o parlamentar.

Na moral

Ramos tem moral para falar. Afinal, foi ele que presidiu a comissão especial da Casa responsável pela análise da reforma da Previdência.

Agora só em 2020

O deputado amazonense, que tem bom trânsito com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), avalia como pequenas as chances de temas como a reforma tributária ou a chamada PEC Paralela da Previdência.

Vale o mesmo projeto que atualiza o marco legal do saneamento básico darem grandes passos na Casa.

Sarafa cutuca Aneel

O deputado Serafim Corrêa (PSB) repudiou a pretensão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em cobrar taxa acima de 60% ao consumidor de energia solar, ou seja, àquelas pessoas que investiram em placas fotovoltaicas.

Uma lei boa

Sarafa observou que há dois meses foi sancionada a Lei da Liberdade Econômica, de nº 13.874/19, que ele chamou de “lei boa”.

—  Uma das coisas que ela prega é que as agências reguladoras devem evitar os monopólios, devem evitar cartéis – advertiu o líder do PSB.

Barata e limpa

Para Serafim,  a Aneel está tentando impor um monopólio das usinas termoelétricas no Brasil.

— Com isso cria dificuldades para a energia fotovoltaica, que é a mais barata e limpa –, lamentou o parlamentar.

Boto contaminado

A tragédia ecológica alardeada no fim de semana, de que os botos estão contaminados por mercúrio, não e novidade.

Antes do metal jogado pelos garimpeiros nos rios da Amazônia, eles já vinham sido mortos e transformados em isca para a pesca de piracatinga.

Urubu d’ água

Segundo especialistas, pescadores tem matado diversos botos na região e utilizado sua carne como isca para atrair cardumes de piracatinga, chamado de “urubu d’água” porque consome carne apodrecida.

 A prática, difundida no interior do estado, ocorre ainda em zonas próximas a Manaus, capital do Amazonas.

Veneno do garimpo

Agora, os pesquisadores identificaram a presença do metal líquido usado para separar o ouro de outras impurezas nos 46 botos acompanhados.

De acordo com a WWF-Brasil, dos animais em estudo, cinco são brasileiros da região do rio Tapajós e do Parque Nacional do Juruena, entre os estados de Mato Grosso e do Amazonas.

Peixe contaminado

A contaminação serve como alerta para a região, principalmente para as comunidades indígenas que dependem de peixes e podem estar ameaçadas.

Cabelos e solidariedade  

A vereadora Mirtes Salles (PL) entregou na tarde desta segunda-feira (4/11) a primeira remessa de cabelos para a confecção de perucas destinadas a mulheres em tratamento de quimioterapia, escalpeladas, entre outras doenças que causam queda de cabelo.

Perucas

Presidente da Comissão de Defesa e Proteção dos Direitos da Mulher da Câmara Municipal de Manaus, Mirtes  alavancou a campanha para confeccionar perucas que serão doadas, para pacientes que perderam o cabelo.

EM ALTA

João Isaac, um idoso de 64 anos quer se tornar engenheiro civil, prestou pela quinta vez o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), neste domingo, dia 3, em Porto Velho, Rondônia. Obstinado,  o mecânico de formação, com mais de 30 anos de experiência diz que é uma questão de tempo para realizar o desejo de sentar em uma cadeira de faculdade. No último Enem, João Isaac conseguiu pontuação para cursar Matemática, mas não quis.

EM BAIXA

Presidente da Funarte, o pianista Miguel Proença foi exonerado do cargo nesta segunda-feira, 4. O decreto foi assinado pelo ministro chefe da Casa Civil Onyx Lorenzoni. Miguel Proença, que era diretor da Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, assumiu o posto na Funarte em fevereiro, depois da saída do ator Stepan Nercessian. Em setembro, Roberto Alvim, diretor do Centro de Artes Cênicas da instituição, chamou a atriz Fernanda Montenegro de “sórdida” e “mentirosa”, provocando uma forte reação da classe artística. Miguel Proença se disse “chocado”. Foi o suficiente para a demissão.

Deixe uma resposta