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Dito & Feito – Bolsonaro acima de tudo, segurança em cima de todos

A passagem do presidente Jair Bolsonaro em Manaus nesta quinta-feira, 25/07, deixou uma marca: a população não conseguiu chegar nem perto da comitiva presidencial para ver, ao menos, um aceno.

Quem sonhava em tirar fotos ou entregar alguma carta ao presidente, pior ainda. Teve que voltar para casa de mãos abanando, já que toda a visita foi cercada de forte aparato de segurança e não deu brechas para o contato mais direto com o público.

Sem contato

Jair Bolsonaro chegou a Manaus por volta de 9h30. Do aeroporto de Ponta Pelada, na zona Sul de Manaus, ele entrou e um helicóptero, ainda na pista, e foi direto para o Colégio Militar da Polícia Militar.

Espremidos

Do colégio, o presidente saiu em comitiva de carro até a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Entrou e saiu pela Portaria 3 do prédio, sem ter qualquer contato com a população que se espremia nos portões tentando ver alguma coisa.

Vidraça embaçada

O esquema de segurança foi tão forte, que até a porta de vidro da Suframa, por onde o presidente passaria pelo lado de dentro, foi vetada, impedindo que os fotógrafos captar captassem alguma imagem.

Barrado no baile

O coronel da Polícia Militar e ex-secretário de Segurança do Estado, Amadeu Soares, foi barrado duas vezes ontem (25), na visita do presidente Jair Bolsonaro ao CMPM 5. Na chegada, ao tentar entrar numa área de convidados, e na saída ao tentar se aproximar do presidente. Mais uma e o coronel teria direito a pedir música.

A arte do penetra

Já umFuncionário da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), que não quis se identificar, contou à D & F, que ao contrário de Amadeu Soares, conseguiu entrar no CMPM 5 mesmo sem credenciamento.

Tributo a Castelo

Durante visita ao Colégio Militar da Polícia Militar 5 (CMPM 5), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) pediu uma salva de palmas ao ex-presidente Castelo Branco, que administrou o país durante o Regime Militar. Foi na gestão de Castelo Branco que a Zona Franca de Manaus (ZFM) foi criada

Papagaios de pirata

Quem esteve no CMPM 5 viu políticos locais como papagaios de pirata. O presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), Joelson Silva (PSDB) era um deles.

Os deputados federais Átila Lins (PP), Alberto Neto (PRB) e Silas Câmara (PRB) também “participaram” do baba ombro.

Escafedeu-se

Ausência sentida foi a deputado federal e correligionário do presidente Pablo Oliva.

O parlamentar anda sumido. A imprensa tem tentado entrar em contato com ele desde o início da semana e não consegue resposta.

Culpa deles

Até para dar uma notícia positiva, o presidente Bolsonaro ataca membros dos governos passado. Aliás, no governo Bolsonaro todos os males são culpa dos governos passados.

Cutucada na Marina

Ao  prometer que vai pavimentar a rodovia BR-319 (Manaus-Porto Velho), que corta o estado do Amazonas, e ironizou adversários políticos ligados à defesa ambiental.

“Imagina se eu tivesse comigo o Zequinha Sarney (PV) ou a Marina Silva (Rede) como ministro? Nunca vocês iam ver essa BR asfaltada.”

Desmentiu o Inpe

Na entrevista com os onanistas em Manaus, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a desmentir os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que mostram o aumento do desmatamento da Amazônia.

“Órgão aparelhado”

Para ele, as informações do órgão – respeitado internacionalmente –, não correspondem à realidade e que o governo. “Não pode ter órgãos aparelhados com pessoas que têm fidelidade às ONGs  internacionais”, cutucou.

Farpas no CAS

A reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS), a primeira do novo governo e sob a direção do super-ministro Paulo Guedes, não teve nenhuma preocupação em poupar administrações passadas da Suframa.

Fila de projetos

Deixou vazar que encontrou “uma fila de projetos parados” por falta de reunião do conselho de administração. Isso já vinha sendo alvo de reclamações de empresários da região e representantes da superintendência.

De quem é a culpa?

Só não disseram que os  projetos dependem de aprovação do conselho.

E se o CAS ainda não havia se reunido por falta de espaço na agenda de Guedes. Então, de quem é a culpa?

Becca zerou

A menos Rebecca, antes de entregar  cargo, garantiu que havia zerado a pauta de projetos.

Sobrou para eles

Mas, na verdade, sobrou para a ex-deputada Rebecca Garcia e engenheiro Appio da Silva Tolentino, os dois últimos superintendentes da autarquia.

Cadê o posto Ipiranga?

Após a reunião do CAS, uma jornalista perguntou qual o motivo de Paulo Guedes não estar presente na coletiva de imprensa para responder aos questionamentos.

Chama o Guedes!

O presidente Jair Bolsonaro, então, pegou o microfone e chamou: “Cadê o Paulo Guedes? Chama o Paulo Guedes aí. Paulo Guedes!”

Já que insistem!

Mesmo sendo presidente do Conselho de Administração da Suframa, Paulo Guedes se recolheu após a reunião e não planejava falar com a imprensa. Após o questionamento da jornalista, o ministro se dirigiu ao local da coletiva e respondeu a pelo menos três perguntas.

Apertem os cintos

O presidente da República, Jair Bolsonaro, confirmou, nesta quinta-feira (25), em Manaus, tratativas entre o Governo do Estado e a Embratur a respeito de um pleito da Amzonastur.

“A pedido é da  presidente da estatal, Roselene Medeiros, que vai à luta para retomar a linha aérea direta Manaus-Europa o que, seria um reforço para alavancar o turismo no estado.”

EM ALTA

O gesto vem de  longe, mas serve como exemplo. O nome dele é Dale Schroeder, um homem simples de Iowa, nos EUA, que trabalhou como carpinteiro na mesma empresa por 67 anos. Schroeder pagou as mensalidades da faculdade de 33 universitários desconhecidos. Quando ele morreu em 2005, ninguém poderia imaginar o quanto Schroeder era rico. Quietinho ele juntou uma fortuna de 3 milhões de dólares, mais de 11 milhões de reais.

EM BAIXA

Investigações sobre corrupção são as que mais motivaram o intercâmbio de informações entre o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e órgãos de investigação. É o que aponta um balanço do próprio órgão, vinculado ao Ministério da Fazenda. Os dados são referentes ao período entre janeiro de 2014 e junho de 2019.

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