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Bica é usada como extensão da eleição municipal


Neste ano de 2017, duas marchinhas da Banda da Bica estão circulando pelas redes sociais e mídia. A primeira, sem autores definidos, tem agressões pesadas e acusações sérias, algo que nunca foi característica da Bica desde 1987. A segunda, que é de minha autoria, em parceria com Edu do Banjo, Dudu Brasil e Mestre Pinheiro, tem todo o DNA da Bica: escrachada, com críticas nos versos, mas puxando sempre para o bom humor. Afinal, é Carnaval.

No surgimento da banda, nós, biqueiros, costumávamos usar nomes de pessoas já falecidas como autores de nossas músicas. Dizíamos que eram canções pisicografadas. Havia o receio de que, usando nossos nomes, pudéssemos sofrer alguma consequência na Justiça. Porém, com a firmação da Bica e notoriedade em Manaus e até fora da cidade, passamos a assinar as letras, pois sabíamos que, no final, os “homenageados” aceitariam a brincadeira. E assim fazemos desde o final dos anos 90. As letras passaram a ter autores.

A letra que circula destilando críticas a apenas um “homenageado” é assinada por Rogelio Casado, Deco Souza e H. Dias, biqueiros que deixaram saudades em todos nós ao atravessar o espelho. Se o verdadeiro autor da letra der a cara a tapa todos saberão o verdadeiro DNA de tal marchinha e qual o propósito dela. Não é difícil chegar a uma conclusão.

Você pode ouvir a marchinha oficial da Bica de 2017 no link: https://youtu.be/F5elHJbE27w

Mário Adolfo Filho

Mário Adolfo Filho

Jornalista, formado pela Universidade Federal do Amazonas. Com passagem por grandes jornais de Manaus, Prefeitura de Manaus, Câmara Municipal de Manaus e Câmara dos Deputados.