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Arthur reforça os alertas sobre as graves consequências caso não haja incentivos à ZFM

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, voltou a reforçar os alertas que têm feito sobre as graves consequências caso não haja incentivos à Zona Franca de Manaus (ZFM). “Se nós esvaziássemos esse Polo [Industrial], nós teríamos um exército a ser recrutado pelo tráfico de drogas nesta cidade”, disse Arthur nesta quinta-feira, 26/9, durante a 288ª Reunião Ordinária do Conselho de Administração da Suframa (CAS), na sede do órgão, no Distrito Industrial.

Segundo o prefeito, o modelo – que é a principal matriz econômica do Amazonas e responsável por manter 96% da Floresta Amazônica preservada no território amazonense – tem sido visto com preconceito por parte do governo federal. “Como se as pessoas tivessem o direito de ignorar o aquecimento global e de ignorar o principal agente para se enfrentar o aquecimento global, que é a Floresta Amazônica”, criticou o Arthur, reforçando a mensagem que defendeu em sua participação na Cúpula do Clima da ONU, realizada no início desta semana, em Nova York.

Para Virgílio, é preciso que haja uma garantia aos direitos e aos incentivos da Zona Franca de Manaus, com soluções definitivas para o isolamento da região, como melhoria na internet, na telefonia celular, construção de um porto, de hidrovias e a BR-319.

“Falta uma palavra de tranquilidade, de preferência que venha da boca do presidente da República, com clareza. Quem não gosta do modelo que aceite essa realidade: não se pode abandonar uma região tão relevante, hoje cercada pelo tráfico de drogas que, cada dia mais, vem se tornando poderoso dentro deste Estado”, cobrou o prefeito de Manaus, denunciando a invasão, comandada pelo tráfico, à reserva Adolpho Ducke.

Ainda conforme Arthur Virgílio Neto, em 52 anos da Zona Franca de Manaus, os governantes do Estado falharam em não criar novas matrizes que se complementassem à ZFM, como a bioindústria, exemplificou. “Para se terminar a Zona Franca não precisa acabar com incentivos fiscais, basta deixá-la do que jeito que está”, apontou. Além disso, Arthur voltou a dizer que o governo federal tem como papel fundamental investir nos órgãos de pesquisa da região e em mão de obra local. “Nosso dever fundamental é praticar uma boa governança sobre a Amazônia, que mostre que seu principal modo de sustento está garantido”, finalizou. 

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