BLOG DO MÁRIO ADOLFO
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The Good Doctor – Quanto custa um médico para enfrentar a Covid-19 no interior do Amazonas


Está certo que o tratamento de Covid-19 é, hoje, o maior compr0omisso de uma administração e uma atividade sacrificante e de alto risco para os médicos. E por isso deve ser muito bem remunerada.

Agora, pagar, R$ 1,3 milhão para um profissional de saúde tem caroço no angu, não é não? Pois é o que está pagando o prefeito Zeca Cruz, do município de Boca do Acre (distante 1026 km em linha reta de Manaus), para o médico Fabrício Brito da Silva cuidar de pacientes no município.  O valor é muito maior que o pago a outros médicos que atuam na localidade, cuja média de salários é de R$ 28 mil por mês.

Matou a cobra...

A denúncia do super-salário em Boca do Acre foi feita nesta quarta-feira, 6, pelo deputado estadual Fausto Jr, durante Sessão virtual da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

...e mostrou o pau!

Para matar a cobra e mostrar o pau, o deputado mostrou a cópia do Diário Oficial Eletrônico dos Municípios, que trouxe os extratos para contratação de médicos, entre eles Fabrício Brito da Silva. Os contratos têm validade entre os dias 30 de abril a 31 de dezembro de 2020 e foram assinados pelo prefeito de Boca do Acre, Zeca Cruz.

Montado na grana

Enquanto outros médicos receberão salário de no máximo R$ 94 mil pelo período de oito meses, o médico Fabrício da Silva vai receber R$ R$ 1,3 milhão.

Cruz credo

Autorizar abertura de igrejas e templos no pico da pandemia é um equívoco. A opinião e do deputado Serafim Corrêa (PSB) que advertiu para o risco iminente de aglomerações nesses estabelecimentos. O projeto, que estabelece igrejas e templos como atividade essencial no Estado, foi aprovado, nesta quarta-feira, 06.

Em nome de Deus

Sarafa avaliou que estamos numa fase crucial, inclusive com ameaça de lockdown, que é o confinamento e fechamento de tudo.

— Numa hora dessas, que já submetida ao Poder Judiciário essa medida, autorizarmos a reabertura das igrejas e templos estamos indo na contramão da humanidade, da ciência e dos pesquisadores.

O líder do PSB  fez questão de manifestar o seu respeito a todas as religiões, mas... votou contra!

Lockdown, agora não

Já o prefeito Arthur Virgílio (PSDB)  quer uma discussão mais aprofundada sobre a necessidade de se decretar lockdown em Manaus. — Deveria haver uma reunião mais ampla, envolvendo o prefeito e o governador —, cobrou.

Decisão acertada

A ação ingressada pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) sobre a decretação do lockdown  foi encaminhada para a 1ª Vara da Fazenda Pública Estadual, pelo juiz plantonista Antonio Itamar de Sousa Gonzaga.

— Agiu corretamente. Não é matéria para decisão em plantão –, concordou Virgílio.

Aperta o cerco

O prefeito  propôs a troca do lockdown – talvez impossível de ser efetivamente implementado, segundo ele –, e sugeriu medidas mais rígidas que forcem a adesão das pessoas ao isolamento social.

— Sem a decisão extrema e arriscada do lockdown –, observou o tucano.

Omar perde assessor

O senador Omar Aziz (PSD-AM) perdeu um de seus  mais próximos assessores para a Covid-19. O sargento PM Ricardo Pereira de Araújo, 40, que, morreu na manhã de terça-feira, 5. Era ele que organizava a agenda do senador. Zé Ricardo havia sido internado sexta-feira (1º), com dificuldades respiratórias.

Índios lutam sozinhos

Líderes indígenas dos nove países da Amazônia querem arrecadar 6 milhões de dólares em doações. Os recursos serão usados em medidas para combater o avanço do coronavírus em mais de 3 mil comunidades.

Apelo ao mundo

Para isso, o grupo lançou nesta quarta-feira (06/05) um fundo para arrecadar recursos para combater o avanço da covid-19 e evitar mais mortes em decorrência da doença em seus territórios.

Não vamos esperar

Diante da circulação do novo coronavírus em aldeias por toda a Amazônia, os índios estão recorrendo à comunidade internacional para socorrer os mais de 3 milhões de indígenas ameaçados pela pandemia.

— Não vamos esperar mais pelo governo, pelas políticas sociais, porque não estão chegando a nossas comunidades –, disse Gregorio Díaz Mirabal, à frente da Coordenação das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (Coica).

Ninguém apoia

As lideranças indígenas, segundo Mirabal, já sabem que, na América Latina, “ninguém quer nos apoiar”.

— Nem governos, nem empresas. Esperamos solidariedade da comunidade internacional –, lamenta.

ÚLTIMA HORA

a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a suspensão do julgamento do petista no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) com base em declarações do presidente Jair Bolsonaro e do ex-ministro e ex-juiz Sergio Moro. Os advogados do ex-presidente citam a negociação para indicar Moro ao Supremo Tribunal Federal (STF), registrada em discurso de Bolsonaro, alegam a suspeição do ex-juiz para julgar Lula na primeiro na primeira instância e afirmam que o ex-ministro tinha interesses políticos ao condenar o petista.

ORGULHO

Um doador anônimo mostrou toda sua gratidão aos profissionais da saúde e fez esta semana uma doação de US$ 1 milhão – mais de R$ 5 milhões. Junto com o cheque, ele deixou bilhete com um pedido. Disse que a doação é para ser dividida entre todos os profissionais do Hospital Dominicano de Saúde Dignity em Santa Cruz, na Califórnia, EUA. E agradeceu: “Obrigado por se levantar (e ficar acordado!) Para cuidar de nossa comunidade. Essa bondade humana é o que o torna heroico”, escreveu o bom samaritano.

VERGONHA

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão quer investigação e eventual responsabilização, inclusive por improbidade administrativa, do Secretário Especial de Comunicação Social da Presidência, Fábio Wajngarten, em razão de postagem  em que ele chama o Major Curió de “herói”. Tenente-coronel da reserva, o militar foi  agente da repressão durante a ditadura militar que atuou no combate à Guerrilha do Araguaia, no sudeste paraense, nos anos 1970.  Curió foi denunciado seis vezes por crimes como sequestro, assassinato, tortura e ocultação de cadáver. A publicação no Twittere da Secom foi feita durante o encontro entre Jair Bolsonaro e "Major Curió".

Mário Adolfo

Mário Adolfo

Jornalista formado pela UA, com mais de 40 anos de experiência. Dois prêmios Esso e criador do personagem Curumim, o Último herói da Amazônia.