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Curumim – Bicho Preguiça, a Miss Simpatia da floresta

Nunca mais esqueci uma matéria no Portal Amazônia sobre o bicho-preguiça onde a reportagem tratava o bicho preguiça como “miss simpatia da Amazônia”. E não é que isso é verdade?! Não conheço ninguém que não gosta do bichinho. Ele é dócil, lento, é verdade, mas que não faz mal a ninguém. Só quer ficar quietinho no seu galho.

A matéria dizia, entre outras coisas, que a preguiça vive sorrindo. E não é que isso também é verdade? É só reparar a boca em forma de semicírculo que atravessa a carinha travessa de lado ao outro, como se fosse um desenho, onde, com um traço de lápis a gente faz um boneco sorrir.

Apesar de tudo isso, a preguiçinha  corre perigo, porque o homem é o seu maior predador. Dói no coração  assistir a um vídeo da National Geographic, onde a Câmera flagra captura e venda de bicho-preguiça na Amazônia. Madeireiros ilegais cortaram a árvore onde estava a preguiça e, quando a árvore desaba, o bichinho se machuca. Depois eles colocam o bicho em uma bolsa e o vendem no mercado negro, em Iquitos, no Peru, como bicho de estimação.  Quanta maldade, não é mesmo curumins?

Outro registro também dá até vontade de chorar. Ao subir em poste de energia elétrica, o um bicho-preguiça morre eletrocutado. A verdade, é que isso acontece porque o desmatamento está acabando com o seu habitat, e o animal acaba encurralado na área urbana.

Animal silvestre criado como doméstico, além de sofrer com a solidão, tem dificuldades para se reproduzir. O tráfico de animais silvestres é uma das principais ameaças à biodiversidade brasileira e pode provocar a extinção de diversas espécies a médio e longo prazo. No Brasil, as aves são os animais mais capturados e vendidos no mercado negro, segundo dados da organização não governamental WWF. O comércio ilegal ocasiona desequilíbrios ecológicos e sofrimento aos animais. Cada espécie tem uma função ecológica. Tirar uma espécie da vida livre abre uma lacuna, porque não haverá outra para desempenhar aquele papel.

 Na maioria das vezes, quem compra as espécies silvestres tem a intenção de cuidar delas como animais de estimação. No entanto, eles acabam morrendo, porque são necessários cuidados muito especiais e, quem os compra, não sabe disso.

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