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Burger King comemora aumento das vendas, após comercial LGBT e repercussão nacional


A rede de fast-food Burger King comemorou o aumento de vendas, principalmente nos shoppings do Brasil, alguns dias depois, desde a repercussão polêmica da campanha LGBT em comemoração ao dia do orgulho gay, em 28 de junho.  O assunto já está sendo menos comentado e, com certeza, o que a empresa espera agora é o crescimento do reconhecimento da marca.

A peça publicitária foi lançada na última quinta-feira, dia 24, intitulada "Como explicar?" onde crianças, ao lado dos seus responsáveis, contam como enxergam os diferentes tipos de relações da atualidade e o que pensam sobre a comunidade LGBTQIA+ gerou polêmica de todas as esteiras da política à social. Até um apresentador de TV se envolveu, Sikêra Jr da Rede TV. Após o apresentador do programa Alerta Nacional fazer duras críticas à campanha publicitária, a Burger King retirou seus anúncios locais e nacionais na Rede TV e uma avalanche de empresas, um total de 11 marcas nacionais e internacionais, suspenderam os contratos de patrocínio. Polêmicas à parte, a BK mexeu com o Brasil e foi o tema mais comentado nas redes sociais por 3 dias consecutivos ao lançamento da campanha e a explosão de críticas e elogios.

Nos shoppings do Brasil, observou-se aumento considerável de público, principalmente na semana que sucedeu à explosão da polêmica, entre 28 de junho e esse final de semana (03 e 04 de julho). Em Porto Velho, cidade do site da jornalista Victoria Bacon, a gerência da unidade da BK confirmou o aumento. No app e redes sociais da BK houve uma explosão de acessos com até 50%. Se foi pela repercussão da campanha, com certeza. Curiosidade e aumento do público gay nas unidades da BK e simpatizantes à causa, pode justificar esse aumento em relação às semanas anteriores da campanha publicitária que gerou polêmica nacional.

Segundo a postagem, a campanha é uma estratégia para promover uma “reeducação sexual” nos jovens, tendo em vista que o desenvolvimento das sinapses das crianças podem ser enganadas facilmente, diferentemente dos adultos.

"Eu nunca tive uma madrasta, só quando a mamãe falou pra mim que ela namorava com ela, aí que eu percebi que eu tinha uma madrasta", detalha uma das participantes. "É quando um menino gosta de um menino", responde outro menino.

A ação causou controvérsia e dividiu opiniões. Enquanto alguns defenderam a atitude da empresa, muitos outros condenaram. Não demorou para as hashtags #BurgerKingLixo e #BurgerKingnuncamais entrarem para os assuntos mais comentados no Twitter.

Com toda esta cortina de fumaça, o Burger King, que somou mais de 4 milhões e 300 mil visualizações no vídeo polêmico, deixou claro que queria estimular o debate por objetivos claros: ficar em evidência e incentivar o consumo de seus produtos para, como toda boa empresa capitalista, enriquecer mais.

Com ativos de 18,41 bilhões de dólares e com sede nos Estados Unidos na Flórida, a Burger King se aproxima da McDonald's em faturamento e público ativo.

A Executiva da BK se pronunciou após as polêmicas no Brasil: "O Burger King reforça seu compromisso de contribuir na construção de uma sociedade cada vez mais plural e com o respeito como princípio básico"

Redação

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