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Vereadores de Manaus reagem com homofobia a vídeo sobre respeito à diversidade


Por Bruno Tadeu | Toda Hora

“Inaceitável a covardia para com as nossas crianças e a família brasileira”. “Você é cristão? Então você deve se posicionar contra isso”. Essas frases são dos vereadores de Manaus Eduardo Alfaia (PMN) e Raiff Matos (DC), respectivamente. O alvo? Um vídeo da rede de fast food Burger King, que exibia crianças defendendo o respeito à comunidade LGBTQIA+. A reação dos parlamentares caracteriza homofobia.

De acordo com o dicionário priberam, a homofobia é a repulsa ou preconceito contra a homossexualidade ou os homossexuais. O vídeo em questão começa com um questionamento: "Não sabe como explicar LGBTQIA+ para crianças? Aprenda com eles:". Em seguida, crianças dizem frases como “para mim, todo mundo pode amar todo mundo” e “não tem problema nenhum”.

“Precisamos demonstrar nosso desprezo e repúdio, estou revoltado como pai e cidadão de bem”, declarou ainda Eduardo Alfaia em referência ao vídeo. Ao responder uma seguidora que comentou não entender o caráter da postagem, o vereador disse que é “propaganda usando crianças, pra defender a ideologia de gênero”.

Já nos comentários de Raiff Matos, um seguidor que se diz cristão disse que “o que devemos ensinar para os nossos filhos é o respeito e o amor ao próximo” e “não consigo enxergar nada de mais na propaganda”. “Eu simplesmente respeito o outro”, complementou. O posicionamento de Raiff também foi compartilhado pelo deputado estadual Fausto Junior (MDB).

Reação

O coordenador estadual da Aliança Nacional LGBTI+, Gabriel Mota, informou que o movimento pretende judicializar ações contra esses tipos de manifestações. “São posicionamentos abertamente LGBTQIfóbicos e temos o compromisso de buscar as evidências necessárias para enquadrar esse tipo de posicionamento como crime”, disse em nota.

Sobre a chamada ideologia de gênero, Mota considerou que a pauta “nada mais é do que uma falácia inventada e divulgada por setores conservadores e fundamentalistas na tentativa de negar a igualdade de direitos e o respeito às pessoas LGBTQI+”.

Redação

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