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Vacinas da Pfizer e AstraZeneca serão testadas contra nova variante


O laboratório alemão BioNTech, parceiro da Pfizer na produção de vacinas contra o coronavírus, informou nesta sexta-feira (26), que espera ter, em até duas semanas, os primeiros resultados dos estudos que vão determinar se a nova variante do coronavírus, identificada na África do Sul, é capaz de escapar da proteção oferecida pelo imunizante. A farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca também disse que vai conduzir testes semelhantes.

Com alto número de mutações, essa cepa tem colocado autoridades, mercado e cientistas em alerta. Entre quinta-feira (25), e sexta-feira (26), houve queda das bolsas de valores em todo o mundo e países como Reino Unido e Israel impuseram novas restrições a viajantes vindos da África do Sul e de nações vizinhas.

Segundo a BioNTech, essa cepa, chamada de B.1.1.529, “difere claramente das variantes já conhecidas porque tem mutações adicionais na proteína spike”. Ainda não há, porém, confirmação científica de que a variante esteja ligada a escape vacinal nem que seja mais transmissível. Se for considerada uma variante de preocupação pelo Organização Mundial da Saúde (OMS), ela deve ser chamada de Nu, a próxima letra grega – esse alfabeto é usado para nomear essas mutações.

A Pfizer e a BioNTech têm se preparado para adaptar seu imunizante em menos de seis semanas caso apareça uma variante resistente ao produto. A entrega das primeiras doses ajustadas, conforme as empresas, poderia ser feito em cerca de cem dias.  A Pfizer é um dos quatro imunizantes usados na campanha nacional de vacinação do Brasil, junto de Coronavac, AstraZeneca e Janssen.

Segundo a BioNTech, essa cepa, chamada de B.1.1.529, “difere claramente das variantes já conhecidas porque tem mutações adicionais

A AstraZeneca informou nesta sexta que está “esperançosa” de que seu produto vai manter a eficácia contra a nova versão do vírus. Ainda não existem informações sobre o desempenho das outras marcas ante a nova cepa identificada. A farmacêutica disse que vai conduzir testes na Botswana, onde a variante foi originalmente identificada, e em Eswatini (Suazilândia), país que fica dentro do território sul-africano.

A empresa também vai testar a eficácia do seu coquetel de remédios AZD7442 contra a variante.  Segundo dados divulgados pela farmacêutica neste mês, esse medicamento é capaz de reduzir em 83% o risco de desenvolvimento de covid-19 sintomática ao longo de um período de seis meses. Para diminuir hospitalizações e mortes, a eficácia seria de 88%.

Segundo a Rede para Vigilância Genômica da África do Sul, a variante já foi identificada em amostras coletadas de 12 a 20 de novembro em Gauteng, Botswana e em Hong Kong, de um viajante sul-africano.  “Podemos fazer algumas previsões sobre o impacto das mutações nesta variante, mas ainda é incerto, e as vacinas continuam a ser a ferramenta crítica para nos proteger”, disse a instituição.

Nesta sexta-feira (26), o governo sul-africano fará uma sessão de urgência com a Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a evolução do vírus.

Redação BMA

Redação BMA

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