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Transferência de pacientes para outros estados obedece rígidos protocolos de segurança


A transferência para outros Estados de pacientes com Covid-19, internados em unidades da rede de Saúde do Amazonas, tem seguido rígidos protocolos de segurança para resguardar pacientes e profissionais que estão atuando na operação. As transferências foram iniciadas nesta sexta-feira (15/01), já tendo sido removidos 21 pacientes para as cidades de Teresina e São Luís do Maranhão.

O Governo do Amazonas decidiu pela remoção de pacientes com perfil moderado da doença, após dificuldade de abastecimento de oxigênio apresentado pela empresa White Martins, responsável pela oferta do serviço, devido ao aumento da demanda pelo produto nos últimos 15 dias, com o crescimento no número de internações na rede estadual.

As transferências foram iniciadas nesta sexta-feira (15)

Os pacientes transferidos são selecionados atendendo a classificação de risco do protocolo de Manchester, adotado pelos médicos que atuam na Central Unificada de Regulação de Agendamento de Consultas e Exames (Cura), que estabelece as prioridades de atendimento de acordo com o quadro clínico de cada caso.

Dessa forma, o paciente que for transferido é avaliado antes de sair da unidade e reavaliado antes de embarcar na aeronave, devendo apresentar os sinais vitais (frequência cardíaca, respiratória e pressão arterial) em estabilidade.

Os pacientes também assinam um termo de consentimento para a transferência. O transporte aéreo tem sido feito pela Força Aérea Brasileira (FAB), que tem atuado na força-tarefa ao lado do Governo do Estado e Ministério da Saúde (MS) no enfrentamento da crise sanitária provocada pela Covid-19.

A especialista em Urgência e Emergência da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), Neylane Macedo, reforça que o paciente passa por uma avaliação médica, antes de embarcar. “Em primeiro lugar o médico avalia o paciente e depois examina o nível de infecção dele, que deve ser estável. Ele também não pode ter tido febre por pelo menos dois dias. Com esse tipo de transporte não pode ter nenhum tipo de intercorrência, eu tenho que levar o paciente em estável e chegar com ele no destino estabilizado”, afirma.

O Secretário de Estado de Saúde, Marcellus Campêlo, explicou que o processo de transferência ajuda a aliviar a pressão no consumo de oxigênio na rede pública de saúde até equacionar a logística de distribuição do produto. “São pacientes que têm nível moderado do perfil clínico que estão sendo recebidos pelos nossos irmãos. Os aviões foram adaptados pra receber os pacientes, existe um número máximo de recebimento e as nossas equipes de saúde estão acompanhando os pacientes”, disse o secretário.

Redação BMA

Redação BMA

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