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Técnico, Caprichoso encerra o festival de Parintins

“Tri-campeão!” foi o grito da galera do boi bumbá Caprichoso depois de encerrado o terceiro espetáculo da temática “Um canto de Esperança para Mátria Brasilis”. A proposta de Reinventar o Brasil levou para a arena da disputa muita criatividade e vibrações positivas, em um misto de resistência e esperança na evolução do Boi bumbá Caprichoso pela  na ultima noite do 54º Festival Folclórico de Parintins.

Como nas duas primeiras noites, a apresentação manteve-se técnica e organizada. O início da noite azulada foi marcado pelo mistério em torno da Marujada de Guerra que mudou a indumentária representando a diversidade de cultura, gênero, religião e o direito de ser respeitado pelas diferenças, contra a violência e a intolerância.

Entre danças e incensos o bumbá retomou os tempos da ditadura militar nas interpretações das músicas “Deus lhe Pague”, de Chico Buarque e “Nos Bailes da Vida”, de Milton Nascimento. O touro Negro chegou à arena trazido por uma imagem gigante de Jesus Cristo, enquanto David Assayag cantava “Um canto de Esperança para Mátria Brasilis”.

Seguiu o espetáculo com a figura típica regional na homenagem à “cabocla lavadeira”. Entraram em cena os grupos de carimbó, lamparineiros e o maracatu rural de Barcelos, ao som da toada “Matriarca” enquanto surgia a Porta Estandarte Marcela Marialva. Marcela pediu “Paz no Brasil” através de uma faixa soltada no ar, sustentada por balões.

Mulheres que fazem a história do amazonas receberam homenagens especiais na evolução da Vaqueirada. Os vaqueiros entraram em cena com  estandartes colados em suas fantasias.

Foi feminino também o momento tribal do Caprichoso. Na alegoria do veterano Juarez Lima, a lenda de Dinahí foi encenada para contar a luta  da guerreira do povo Manau na derrota imposta aos valentes índios Mura. Conta a Lenda que Danahí foi condenada a morte e teve seu corpo atirado na região do encontro das águas. A guerreira ainda v iria à cena do seu povo, transformada em um espírito defensor do meio ambiente.

O ritual “Enawenê-Nawê: Yãkwa, a favor da sentença” encerrou a apresentação do Touro Negro da Francesa. O equilíbrio da harmonia da natureza com o mundo espiritual é o oxigênio dos Enawenê-Nawê, alimentado em seus rituais sagrados. No balanço da toada “Waia-Toré”, o Pajé Neto Simões, encarnou o mensageiro da esperança, da vida e ponto de equilíbrio do povo Enawenê-Nawê e evoluiu sob o delírio da galera.

O vencedor do 54º Festival Folclórico de Parintins será conhecido na tarde desta segunda-feira, 1º de julho, quando acontece a apuração dos pontos atribuídos pelo corpo de jurados.

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