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Tatuagem de palhaço fez trio do CV levar sul-mato-grossense para o esquartejamento em Manaus


Diego Gomes Trindade, de 22 anos, encontrado esquartejado em Manaus, na última terça-feira (14), foi levado da casa do padrasto no domingo (12) por um trio fortemente armado, que estava atrás de ‘um rapaz com tatuagem no pescoço’. Diego estava com passagem comprada para voltar para Campo Grande no dia 20 deste mês.

Um trio armado do Comando Vermelho (CV) em Manaus entrou na casa por volta das 22 horas de domingo e Diego já estava deitado na cama após jantar. Na residência, estavam o padrasto, o irmão de Diego e a cunhada.

Os homens chegaram perguntando: “cadê o rapaz com tatuagem de palhaço no pescoço?”. Todos estavam assustados achando que se tratava de um assalto. O irmão de Diego chegou a dizer que não havia na casa ninguém com aquelas características.

Mas os criminosos passaram a procurar pelos quartos da casa, onde encontraram Diego na cama. Ele tentou lutar para não ser levado. O irmão da vítima ainda teria dito, “ele nem é daqui”, quando um dos bandidos respondeu para que ficasse quieto, senão ele morreria também.

Segundo detalhes dos relatos passados aos policiais, Diego foi arrastado para fora da casa chorando e colocado dentro do carro dos criminosos. Pedaços do corpo do rapaz foram encontrados por populares em sacos de lixo pela cidade de Manaus.

Uma moradora na região do Bairro Parque Riachuelo relatou que percebeu os sacos de lixo na segunda-feira, com forte cheiro, mas não desconfiou que fosse uma pessoa. Só na manhã de quarta-feira (15) ela viu uma mão em um dos sacos e chamou a Polícia Militar. O caso é investigado.

Diego foi confundido com mebro do PCC, segundo a mãe

Sem ligação com o crime

O campo-grandense Diego Gomes, de 22 anos, foi morto nesta semana em Manaus. Ele foi à cidade para ajudar o padrasto em uma obra e já estava com a passagem de volta comprada quando teria sido confundido com um membro do PCC.

Entre os membros de facção, a tatuagem de palhaço é associada a bandidos que já mataram ou assaltaram policiais. No entanto, o rapaz sequer tem passagens pela polícia por assalto, tráfico ou homicídio.

Luto na família

Com a voz embargada e cansada, é que a dona de casa, Maria Gomes de 41 anos, falou sobre a dor de perder o filho.

Dona Maria disse que quando soube da morte do filho foi a pior notícia da vida dela, “A gente se prepara para o nascimento, mas nunca para a partida. Uma mãe nuca está preparada’, disse Maria. Ela ansa relatou que o filho já iria voltar para Campo Grande, no dia 20 deste mês, que já estava com passagem comprada.

A dona de casa relatou, que Diego foi convidado pelo padrasto que ele chamava de pai para trabalhar em Manuas. Ainda segundo Maria, o filho trabalhava na Capital como pedreiro e foi para Manaus para ‘levantar’ dinheiro para voltar para Campo Grande. “Ele era trabalhador, pagava suas contas”, disse dona Maria.

Apesar de ter uma tatuagem de palhaço no pescoço, comum para membros de gangues e facções criminosas - a mãe de Diego afirmou que ele não fazia parte de facção. Sobre o corpo do filho ser enterrado em Manaus, a dona de casa disse que preferiu que fosse dessa forma para tentar atenuar o seu sofrimento, “o corpo da gente não vale nada, o que vale é o espírito”.

Redação

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