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Rachada, extrema-direita se divide em protestos no Amazonas


O que era para ser uma grande reunião de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não terá unidade no Amazonas. Encabeçados por diferentes correntes dentro do mesmo ideal, os grupos de bolsonaristas não conseguiram se unir para as manifestações do 7 de Setembro em Manaus e, com isso, acabaram se dividindo para movimentos em distantes locais da cidade, cada um com seu curral e liderança própria.

No primeiro grupo estão os deputados federais delegado Pablo (PSL) e capitão Alberto Neto (Republianos), ferrenhos defensores de Bolsonaro em Brasília. Junto com eles aparecem o vereador capitão Carpê (Republicanos), o deputado estadual delegado Péricles (PSL), além do delegado Costa e Silva (Patriota) e Chico Preto (sem partido), que foi vereador e deputado estadual e tenta se manter vivo após fracasso nas eleições para prefeito de Manaus.

Eles fazem parte da chamada ‘Direita Amazonas', que também tem como um dos líderes o ex-candidato a prefeito de Manaus pelo Novo, o empresário do ramo da construção civil Romero Reis, hoje sem partido. Romero deixou a sigla após dizer que João Amoedo estava se unido aos comunistas do Brasil para atacar Bolsonaro. Todos se encontram no anfiteatro da Ponta Negra, área nobre de Manaus, às 15h.

Já o Movimento Conservador Amazonas, junto com um dos principais apoiadores do presidente no Estado, Coronel Menezes (Patriota), ex-superintendente da Suframa, se reunirá na Praça do Congresso, na área central. De acordo com Menezes, o evento no centro de Manaus terá como tema “Em defesa da liberdade” e será marcado por uma marcha, às 16h, em direção ao Largo São Sebastião.

“A expectativa é de ver uma grande demonstração de patriotismo, com o objetivo de dar um abraço simbólico no Centro da capital”, informou Menezes, que também é compadre de Bolsonaro.

Menezes e Romero Reis brigaram ainda em 2020

Briga

Coronel Menezes se mostra isolado das demais lideranças da extrema-direita no Amazonas. Ainda antes das eleições de 2020, bateu boca com Romero Reis pela internet na disputa de quem teria mais atenção do presidente para o pleito municipal, vencido por David Almeida (Avante), outro apoiador de Bolsonaro.

Menezes acusou Romero de espalhar fake news na internet contra ele, enquanto que o então representante do Novo dizia que o coronel gostava de enganar as pessoas e era incoerente. Já nas eleições, Menezes teve 110 mil votos e Reis apenas 29 mil.

Nesta terça-feira, em lados opostos e ainda disputando a atenção de Bolsonaro, ambos querem mostrar quem pode reunir mais apoiadores em uma extrema-direita visivelmente rachada no Amazonas.

Redação

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