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Professor de Parintins é premiado como um dos melhores do Brasil


As iniciativas dos professores das redes públicas de ensino de todo o país foram reconhecidas nesta segunda-feira, 18/12, no 10º Prêmio Professores do Brasil, organizado pelo Ministério da Educação (MEC). A cerimônia de entrega da premiação aconteceu na Sala Mário de Andrade, na Praça das Artes, no centro da capital paulista.

O objetivo da premiação, segundo o MEC, é dar destaque aos profissionais que, no exercício da atividade docente, contribuem de forma relevante para a qualidade da educação básica no Brasil, valorizando e estimulando seu papel na formação das novas gerações. Ao todo, foram inscritos 3.494 projetos.

Entre os ganhadores da temática Conservação e uso consciente da água está o projeto do professor de Ciências Valter Pereira Menezes, da Escola Municipal Luiz Gonzaga. A escola fica na comunidade ribeirinha Santo Antônio do Tracajá, no interior de Parintins, município a 369 quilômetros de Manaus, Amazonas. Ele desenvolveu, junto com seus alunos do nono ano do Ensino de Ciências, o projeto Água limpa para os curumins do Tracajá, prática sustentável para se ter água limpa.

Ele explicou que a parte prática do projeto foi a construção de 70 melhorias sanitárias na comunidade ribeirinha que fica fora do município de Parintins. “Tínhamos muitos problemas como diarreia, verminose, hepatite e descobrimos com os alunos que esse problema vinha da questão da água”, relata o professor amazonense.

“Detectamos que o problema vinha pela falta do saneamento básico e buscamos alternativas de conservar o nosso lençol freático. A comunidade consumia água do poço artesiano, mas ao redor deste poço tinha 70 famílias que todo dia jogava o dejeto humano no lençol freático e atingia este poço artesiano”, explicou.

O professor contou com a ajuda de parceiros para a construção da solução. “Com esse projeto buscamos parceria com organizações não governamentais e levamos para o Tracajá a fossa biológica”, disse.

Segundo Menezes, o resultado foi positivo. “Essa fossa não agride o meio ambiente porque a raiz da bananeira suga e esgota a fossa. Hoje nós somos a primeira comunidade do Amazonas a trabalhar o dejeto humano como conservação do lençol freático, da saúde e do meio ambiente”, completou.

Para o secretário de Educação Básica do MEC, Rossieli Soares, o prêmio valoriza as experiências inovadoras e que servem de exemplo e inspiração para outros professores.

“A gente fala tanto dos nossos indicadores ruins, daquilo que falta na escola, e é importante que a gente fale sobre o que temos dentro da escola, grandes professores capazes de transformar a vida dos jovens. Que vocês voltem para suas escolas contaminados cada vez mais por este brilhantismo e que possam levar aos colegas de vocês um incentivo de participarem desse momento”, finalizou.

Mário Adolfo Filho

Mário Adolfo Filho

Jornalista, formado pela Universidade Federal do Amazonas. Com passagem por grandes jornais de Manaus, Prefeitura de Manaus, Câmara Municipal de Manaus e Câmara dos Deputados.