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Polícia Civil investiga agressão contra advogada no Bloco do Parque 10


A Polícia Civil (PC) investiga uma denúncia de agressão ocorrida em um bloco de carnaval, no último dia 26, que teve como vítima a advogada Luana Cunha Haddad, 24. A jovem disse à PC ter sido agredida por um grupo de seguranças no evento carnavalesco realizado no Parque 10, na zona Centro-Sul de Manaus. As informações são do Portal Toda Hora.

Em uma rede social, Luana publicou fotos que mostram o rosto e as costas cheios de hematomas. No texto, a advogada relatou que estava no bloco com outros amigos, quando resolveu subir em um gradil. Segundo ela, uma mulher que estava trabalhando na segurança, pediu para que ela descesse.

Luana, que também é estudante de psicologia, disse que estava se preparando para descer, quando a segurança a puxou pelo braço. Logo em seguida, outra mulher também chegou e ajudou a retirá-la do local e a levaram para um contêiner. Luana relatou que foi colocada de bruços no chão e passou a ser agredida e teve os seios expostos.

“Eu gritava e pedia incansavelmente para me soltarem, falava que ‘tava’ doendo, chorava e a tal segurança apenas pisava em mim...de repente um homem não identificado chegou e deu dois tapas na minha cara...e apontou a arma na minha cabeça”, trechos da publicação.

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Oi gente, boa noite! Queria dividir com vocês uma situação extremamente delicada que aconteceu comigo no @blocodop10 Na última terça feira, eu e meus amigos fomos para o bloco curtir o último dia de carnaval, estávamos todos felizes e aproveitando o bloco que até então estava ótimo, empolgada com a festa, eu subi numa prateleira do gradil que dividia a área vip da pista, uma moça que fazia parte da equipe de segurança chegou comigo e me pediu pra descer, eu falei que já ia descer quando a moça me puxou pelo braço e saiu me levando do bloco, nesse momento e sem entender, eu pedi para que ela me soltasse e avisei que isso não era necessário, falei que conhecia a produção do evento e pedi pra que ela me soltasse, logo apareceu outra moça segurando meu outro braço e eu comecei a me debater pedindo para que fosse solta. Nesse momento, meus amigos foram atrás de mim para entender o que estava acontecendo e pedir para me soltarem, eles imobilizaram meus amigos, ao ver toda situação, comecei a me debater mais e pedir para me soltarem, quando mais dois seguranças apareceram e seguraram meus pés, foram um total de 4 seguranças carregando uma mulher de 1,63 cm de altura, 47 kg, peitos de fora (meu tope havia caído) para um contêiner, quando o procedimento padrão não deveria ser apenas retirar do evento?! Ao chegar no contêiner, os seguranças do evento detiveram eu e mais dois amigos meus, Adriano e Nicolas, fui posta de bruços no chão, retiraram minha pochete que continha meus documentos e celular dentro, colocaram meus braços pra trás, amarraram meus braços com minha própria pochete, uma segurança que estava toda de preto me chutou nas costas e ficou pisando em mim. Nessa confusão, eu gritava e pedia incansavelmente para me soltarem, falava que tava doendo, chorava e a tal segurança apenas pisava mais em mim, quando de repente um homem não identificado com farda ou uniforme ou crachá da equipe de segurança chegou deu DOIS tapas NA MINHA CARA, falou: “bora ver se ela não vai ficar quieta agora, olhem pra baixo (referindo-se aos meus amigos)” e apontou UMA ARMA PRATA na minha cabeça. Após ele ter agido de maneira extremamente exagerada e desmedida, ele saiu do contêiner.

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Luana registrou um Boletim de Ocorrência (BO) na madrugada do dia 26 de fevereiro, no 12º Distrito Integrado de Polícia (DIP), denunciando o caso.

Outro lado

No mesmo dia, as seguranças envolvidas na denúncia, que trabalham na empresa ‘Roni’ relataram no documento que Luana, que é funcionária de uma empresa de bebidas, que estava patrocinando a festa, subiu em um camburão de 200 litros.

Uma das seguranças, identificadas como ‘Evelyn’ pediu para a advogada descer para evitar um acidente, já que apresentava sinais de embriaguez. “...A mesma não desceu e Evelyn a segurou pelo braço e a ajudou a descer e neste momento, ela começou a agredir a mesma...”, aponta trecho do B.O.

Nota

Em nota, a empresa Smart Bureau Comunicação e Entretenimento, responsável pela organização do evento, se pronunciou no início da noite desta sexta-feira, 28, afirmando que "o brilho e a magia do grandioso evento que recebeu mais de 70 mil pessoas, não pode ser ofuscado por essa situação"

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A Smart Bureau Comunicação e Entretenimento, empresa especializada na produção de eventos, reafirmando seu compromisso com a sociedade e com o público que participa de suas agendas, vem por meio desta, ratificar que não pactua e condena todo tipo de agressão, contra qualquer pessoa, mesmo que esta tenha um comportamento inadequado, ao mesmo tempo em que visa esclarecer os fatos ocorridos com a senhora Luana Haddad, representante da Cervejaria Ambev – Companhia de Bebidas das Américas, no evento Bloco P10, patrocinadora master do evento, que aconteceu na noite da última terça-feira, dia 25 de fevereiro, em Manaus. Como já destacamos, a senhora Luana Haddad, estava no evento, representando a Cervejaria Ambev, empresa na qual ocupa o cargo no setor de Marketing, acompanhada de seus convidados, que também adentraram ao espaço mediante pulseiras de cortesia solicitadas pela própria. Durante todo dia de hoje, 28 de Fevereiro, juntamente com nossa assessoria jurídica, agimos com a responsabilidade que exige o caso e coletamos informações e ouvimos testemunhas a fim de tomar conhecimento das distintas versões.

Temos conhecimento das alegações emitidas pela Sra. Luana Haddad e dos seguranças envolvidos na ocorrência, cabendo a nós a partir deste momento acompanhar o desenrolar das apurações que estão sendo realizadas pelos órgãos competentes. Esperamos que tudo isso seja resolvido da melhor forma possível, que todos os envolvidos sejam devidamente ouvidos pelas autoridades e apresentem suas versões, e que aqueles que agiram de forma inadequada, sejam responsabilizados por seus atos. Lamentamos profundamente o ocorrido, e sabemos que infelizmente situações como estas acabam causando transtornos diversos, mas também reconhecemos que o brilho e a magia do grandioso evento que recebeu mais de 70 mil pessoas, não pode ser ofuscado por essa situação.

Medidas judiciais já estão sendo tomadas acerca de todas as exacerbadas manifestações caluniosas e difamatórias que envolvem imagens, marcas ou nomes de pessoas ligadas de forma direta ou indireta à Smart Bureau e seu proprietário, Kleber Romão. Atenciosamente

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Declaração

O delegado adjunto do 12º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Carlos César Rufino, confirmou que o caso está registrado na unidade. Segundo ele, está marcado para a próxima segunda-feira, 2/3, audiência para que Luana preste declaração sobre o caso.

Redação BMA

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