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Paço Municipal de Manaus contará com segurança da Guarda Civil Metropolitana


A Prefeitura de Manaus apresentou nesta segunda-feira, 12/4, o efetivo de 25 agentes da Guarda Civil Metropolitana que vão fazer a segurança por 24 horas, durante toda a semana, do patrimônio histórico e prédios públicos municipais localizados no Centro Histórico de Manaus, no perímetro que abrange dois quarteirões do largo do Paço da Liberdade, onde estão a Praça Dom Pedro II, o Museu de Manaus e as sedes administrativas da Fundação de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult) e o  Conselho Municipal de Cultura (Concultura).

“Este já é o resultado da ação imediata ordenada pelo prefeito David Almeida, que priorizou a segurança da população, a valorização do patrimônio histórico, o resgate da cultura ancestral e o zelo com o trabalho oferecido à população”, disse em sua fala de recepção ao grupo de agentes, o presidente da Manauscult, Alonso Oliveira.

Ele relembrou que este é um dos primeiros projetos desenvolvidos em conjunto com o Concultura, que tem no resgate do patrimônio histórico, a valorização da cultura ancestral que será emblemático para esta gestão da cultura local.

Liderando o projeto de segurança do centro histórico, o subsecretário da Casa Militar e secretário Executivo do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGI), coronel Marcos Brandão, informou que será finalizado no próximo dia 19, o trecho de monitoramento e segurança patrimonial dos prédios públicos municipais e logradouros da praça Dom Pedro II e largo do Paço da Liberdade, localizados no marco zero do Centro Histórico de Manaus.

“Vocês vão fazer parte deste novo momento da praça Dom Pedro II, fazer com que volte a ser frequentada pelas famílias, e tomar conta de um patrimônio que tem um valor imenso. Precisamos garantir a segurança para a comunidade manauara”, deu a palavra de ordem, o coronel.

O desafio dos guardas municipais será bem maior que simplesmente cuidar do patrimônio físico, explicou o presidente do Concultura, Tenório Telles, pois se trata do local onde Manaus começou.

“Vocês serão os verdadeiros guardiões de nossa história, são mais que guardas patrimoniais e sim agentes de educação”, alertou Telles, convocando-os a zelar pela história dos antepassados, que estão sepultados no subsolo da praça e terrenos próximos.

Memorial indígena

O local onde hoje está a praça Dom Pedro II será reconhecido como cemitério indígena ou memorial Aldeia da Memória Indígena de Manaus, no próximo dia 19 de abril, quando se comemora o Dia do Índio, e será realizado um evento inaugurando o espaço sagrado para as etnias do Amazonas.

Representando o setor comercial na área protegida, o empresário estadunidense Mark Baker, que vive há 17 anos na pousada de sua propriedade e tem barco de passeio turístico, ficou emocionado ao ver o cuidado desta gestão municipal com o patrimônio mais caro, que é o marco zero da cidade.

“É preciso ter coração e um pouco de coragem para enfrentar a insegurança e fazer o que precisa ser feito para mudar totalmente o destino deste bairro. Por isso, parabéns pela medida, e se houver necessidade, podemos contribuir com o museu e todo o patrimônio histórico, muito importante para o turismo e sua gente”, disse.

Treinamento da guarda

O presidente do Concultura afirmou que os guardas civis terão um treinamento especial para lidar com os vários tipos de públicos que frequentam historicamente essa região central.

“Eles tiveram um primeiro contato com esse verdadeiro tesouro histórico e arqueológico que é a nossa praça Dom Pedro II. Um cemitério indígena de várias gerações e etnias, um território sagrado que tem importância para os indígenas. Todos nós devemos respeito e cuidado com os nossos ancestrais”, ressaltou.

Telles informou que em breve haverá um retorno gradual e monitorado das atividades comerciais e culturais na área do Paço Municipal, sempre em sintonia com os protocolos estabelecidos pelos órgãos competentes, com pequenas apresentações musicais, exposições de arte, comércio de artesanato e lanches regionais.

“Isso vai contribuir para a ocupação ordenada da praça, o afastamento dos oportunistas que usam a praça como latrina, lixeira e área de tráfico, e principalmente ajudar na geração de emprego e renda das famílias que estão sofrendo economicamente com esta pandemia”, explicou.

Redação BMA

Redação BMA

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