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Mães e pacientes relatam benefícios da equoterapia na reabilitação de pessoas com deficiência


Implantado há três décadas pela Polícia Militar do Amazonas, o Núcleo de Equoterapia é referência no trabalho de reabilitação de crianças e adolescentes com deficiência, lesionadas por acidentes ou que possuem transtornos.

O contato com o cavalo e convívio com outras crianças tem efeito terapêutico e auxilia no desenvolvimento físico dos alunos.

Colecionando histórias de superação e esperança, centenas de crianças, jovens e adultos já foram beneficiadas pela terapia com equinos. Cada progresso é acompanhado de perto pela família, que vibra junto com o aluno com cada novo movimento e melhora na postura e coordenação. Além do físico, a convivência com outras crianças e com o próprio cavalo, modifica a relação dessas crianças com os outros a sua volta.

Para a mãe do pequeno Arthur, de 8 anos, Kátia Silvio, as mudanças no físico e na socialização com as outras crianças são símbolos dos avanços na vida do menino.

“O Arthur é prematuro extremo, ele nasceu com 24 semanas de uma gravidez gemelar, e só ele sobreviveu. Desde que a gente descobriu que ele ia ser uma criança especial, e ia precisar de terapia, eu e o pai procuramos algo que melhorasse a vida dele. Nós já percebemos a melhora dele na postura, inclusive a acessibilidade, como tem outras crianças, ele se tornou mais sociável”, disse a mãe.

O trabalho de equoterapia também é motivo de esperança para muitas crianças com diagnóstico médico desanimador. Com o acompanhamento profissional, muitas crianças conseguem superar as expectativas e se desenvolver fisicamente. Esse é o caso de Francisco Neto, de 13 anos. De acordo com a mãe do menino, Doriane Soares, a atividade tem tido grande importância para o filho que nasceu com hidrocefalia e paralisia cerebral.

“O Francisco nasceu prematuro de sete meses e nasceu com sopro no coração, hidrocefalia e paralisia cerebral. Os médicos diziam que ele só ia vegetar em cima de uma cama, e aqui nas aulas ele já melhorou no equilíbrio, no andar e na interação, porque ele tinha vergonha das pessoas olharem e julgarem, e a equoterapia é como se fosse o motivo dele melhorar a cada dia”, garantiu.

Para o aluno Luis Moreira, autista de 27 anos, o sentimento é de felicidade em participar das aulas com o cavalo. “Eu gosto de fazer a equoterapia aqui na cavalaria, eu já aprendi muitas coisas, a gente utiliza o cavalo como um meio de terapia. Sou muito feliz porque aqui eu também encontro os meus amigos”, enfatizou.

Método terapêutico

Mobilização pélvica, melhora do equilíbrio e postura, desenvolvimento da coordenação de movimentos entre tronco e visão e a interação com o cavalo. Esse é o trabalho realizado pelos profissionais do Núcleo de Equoterapia. O local recebe crianças e jovens com paralisia cerebral, autismo, hiperatividade, deficiência auditiva, síndromes de Down, de Asperger e de West, entre outras condições, para aplicação de método terapêutico e educacional com o uso de cavalos.

O atendimento é realizado uma vez por semana, com duração aproximada de 30 minutos, envolvendo equinos devidamente adestrados e instrutores que possuem uma abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação.

Redação BMA

Redação BMA

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