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Justiça condena delegado Gustavo Sotero a 30 anos

O Conselho de Sentença da 1a. Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus julgou e condenou, nesta sexta-feira (29), o réu Gustavo Sotero a 30 anos e  2 meses de prisão, em regime fechado, pelo crime e homicídio qualificado privilegiado de Wilson Justo Filho; além de tentativa de homicídio da vítima Maurício  Carvalho Rocha e, ainda, duas lesões  corporais (grave e gravíssima), respectivamente contra as vítimas Yuri José Paiva  Dacio de Souza e Fabíola Rodrigues  Oliveira.

O réu, que é delegado de polícia civil,  também foi condenado à perda do cargo. 

Realizado no Fórum Ministro Henoch Reis e presidido pelo juiz Celso Souza de Paula, o júri teve início na quarta-feira (27) e registrou quase 35 horas de trabalhos em Plenário, nos três últimos dias, incluindo os debates entre defesa e acusação, inquirição de testemunhas e peritos e interrogatório do réu. A sentença foi lida por volta das 19h.

Mãe e esposa de Sotero se emocionam

O Conselho de Sentença foi formado por sete jurados (cinco homens e duas mulheres). O Ministério Público do Estado do Amazonas esteve representado pelo promotor de justiça George Pestana e teve como advogados assistentes Anielo Aufiero, Catarina Estrela e Josemar Berçot. A defesa do réu foi feita pelo advogado Cláudio Dalledone e equipe.

A defesa do réu anunciou a intenção de recorrer da sentença. 

Na Ação Penal n.º 0641996-45.2017.8.04.0001, Sotero respondia pelo homicídio de  Wilson Justo Filho e por tentativa de homicídio contra Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira (esposa de Wilson), Maurício Carvalho Rocha e Yuri José Paiva Dácio de Souza. O crime ocorreu no dia 25 de novembro de 2017, em uma casa de show localizada na zona Oeste de Manaus.

O último dia da sessão de julgamento teve início com o interrogatório do réu, primeiro pelo juiz Celso de Souza Paula, seguido pelo promotor George Pestana e pelo advogado de defesa,  Cláudio Dalledone.

Esposa de Wilson pediu Justiça ao júri

Esta fase, que teve início às 8h50, estendeu-se até 13h05, quando o juiz anunciou uma hora de recesso para o almoço. 

Os trabalhos foram retomados às 14h, quando  foi aberta a fase de debates entre os representantes da acusação e da defesa. O primeiro a falar foi o promotor George Pestana,  que teve uma hora e meia para defender a tese da acusação que atribuía ao réu os crimes de homicídio contra Wilson Justo e se tentativa de homicídio contra outras três pessoas. 

Em seguida, o advogado do réu,  Cláudio Dalledone, passou a reforçar a tese de que o réu ao ser agredido pela vítima Wilson Justo e um amigo deste, agiu em legítima defesa ao sacar a arma e atirar várias vezes. Assim como o promotor, ele falou por uma hora e meia. 

O Ministério Público abriu mão da réplica e, às 17h10, os jurados se retiraram do plenário para, em reservado, proceder a fase de quesitação e chegar ao veredito.

Sotero chegou a pedir desculpas

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