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Idosa morre após nebulização com hidroxicloroquina no interior do Amazonas


O deputado Dermilson Chagas (Podemos) recebeu, na manhã desta quinta-feira (22), uma denúncia sobre a morte de uma paciente idosa, de 71 anos, no Hospital Regional José Mendes, no município de Itacoatiara (a 176 km de Manaus, em linha reta), após ela ser submetida a várias sessões de nebulização com hidroxicloroquina em fevereiro deste ano.

“Além dessa morte, a denúncia informa que existe médico sem CRM e sem Revalida atuando naquela unidade de saúde e também que aconteceram mais de 100 mortes. Peço ao Ministério Público do Estado do Amazonas e ao Ministério Público Federal que investiguem a fundo porque vão descobrir muitas irregularidades. Como todos já sabem, a hidroxicloroquina não é recomendada para tratamento de Covid-19, mas parece que o Hospital José Mendes ainda não recebeu essa informação. É importante investigar todas essas mortes e descobrir se outras pessoas faleceram por fazer nebulização com hidroxicloroquina”, afirmou Dermilson Chagas.

O medicamento hidroxicloroquina é utilizado no tratamento da artrite reumatoide, lúpus eritematoso, afeções dermatológicas e reumáticas e malária. O remédio não é recomendado para tratamento de pessoas com Covid-19 pela Organização Mundial de Saúde (OMS), Associação Médica Brasileira (AMB), Associação Brasileira de Enfermagem em Terapia Intensiva (Abenti), Associação Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) e Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC).

O uso da hidroxicloroquina foi proibido em diversos países, após estudos científicos constatarem que, além de não ser adequado para o tratamento de Covid-19, a sua utilização acelerou o processo de inflamação e resultou na morte de pacientes.

Fonte: D24AM

Redação BMA

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