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Garantido resiste aos problemas técnicos com emoção

Parintins – AM – As dificuldades técnicas enfrentadas durante a evolução da primeira noite de apresentação do Boi Bumbá Garantido na arena do Bumbódromo levaram o apresentador Israel Paulain e o levantador de toadas Sebastião Junior a esforços redobrados para manter o clima de emoção que envolve a galera ao espetáculo de arena. Como sempre, o grande trunfo da nação vermelha é a emoção, o oxigênio da Identidade e Resistência da torcida do Boi da Baixa de São José.

O boi-bumbá Garantido encerrou a primeira noite do 53º Festival Folclórico de Parintins na madrugada deste sábado, 30. Com falhas na arena que deixaram de fora da apresentação uma alegoria e apressaram a evolução das demais, o Garantido focou em exaltar a Resistência e Identidade dos povos indígenas e dos negros.

A cunhã poranga Isabelle Nogueira

Logo no início, quem cantou pela resistência foi Márcia Siqueira que se juntou ao levantador de toadas, Sebastião Júnior em um dos momentos mais emocionantes da noite vermelha quando fez o “Canto das três raças”.
Na arena, Garantido deixou para traz uma alegoria, que exaltava a consciência negra, que traria a porta-estandarte, Edilene Tavares. Edilene entrou em apenas um módulo. Nos bastidores houve corre-corre à procura da defensora do item que teria sumido da cena minutos antes de sua entrada na arena.

Em seguida, apressou o ritual indígena prejudicando a apresentação do pajé, André Nascimento. Desse último, alguns módulos não chegaram a entrar na arena, que ficou vazia durante o ritual.

Garantido é trazido por uma alegoria

Mesmo com os problemas técnicos, o início do espetáculo de arena teve a presença e evolução impactante da comissão de frente da Paraíso do Tuiuti, escola de samba do carnaval do Rio de Janeiro. A performance do grupo afrodescendente levou a galera vermelha ao delírio e foi seguida da Celebração Folclórica que contou, além dos cariocas, com a participação de nativos da Amazônia para caracterizar a resistência cultural.

Um dos primeiros problemas técnicos veio na alegoria da lenda amazônica “Ajuricaba história e resistência”, que trouxe para a arena a cunhã-poranga Isabelle Nogueira. Isabelle evoluiu sobre os trilhos da alegoria até a plataforma de apresentação, de onde precisou pular para a sua evolução na área. Mesmo assim, Isabele Nogueira fez uma apresentação cheia de surpresas. Durante a lenda amazônica ela surgiu na cabeça de uma cobra e foi para arena agitar a galera.

A sinhazinha da fazenda Djidjia Cardoso

Avaliação

Segundo o membro da comissão de artes, Ricardo Pegueite, os problemas se apresentaram desde a passagem de som. “Tivemos problemas desde a passagem de som. O microfone do Israel dando interferência no microfone do Amo, e o do amo apresentando interferência no microfone do Sebastião Junior. À noite os problemas voltaram a ocorrer.

Para Pegueite, o Garantido fez uma noite técnica, mas emocionante e, na arena, a força de vontade de nossos brincantes superou os problemas.

O ‘belezão’ do Garantido

Texto: Floriano Lins e Lívia Anselmo / Fotos: Clóvis Miranda e Lívia Anselmo

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