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“Eu vou entregar um Amazonas melhor do que recebi”

A agenda de sexta feira, 18/10, do governador Wilson Lima (PSC) apontava “apenas” cinco compromissos, mas ele acabou participando de oito, um deles com o ator global e ativista ambiental Victor Fasano, com quem debateu a  implantação da Área de Proteção Ambiental (APA) do Sauim-de-Coleira. No encontro Fasano parabenizou Wilson Lima pela condução das discussões em relação à captação de recursos com instituições financiadoras, em especial do Fundo Amazônia. Afinal, a iniciativa para reverter a situação em que o governo federal abriu mão dessa verba foi do governador do Amazonas. Diante do volume de reuniões, a entrevista do BMA, que estava agendada para as 17h, avançou para 19h. Mas, o jornalismo é, também, um exercício de paciência. Nesse intervalo tomamos vários cafés e muito chá de cadeira (risos). Mas valeu a pena, porque estamos diante do que se pode chamar, no jornalismo, de uma entrevista completa. Na conversa de 1h25m, o governador mostra porque fez sucesso na TV. Fala de forma clara, articulada, direta e com excelente dicção sobre  a saúde “o calcanhar de Aquiles do governo”, de segurança, relação com o prefeito Arthur Virgílio, com ex-secretário Luiz Castro (uma baixa do governo), incêndios florestais e da guerra ao narcotráfico. Apesar da jornada cansativa, que começa às 07h e avança pela noite Wilson não tem dúvidas ao responder, de forma bem humorada, “se sente saudades dos tempos da televisão.”

— Ah, meu amigo, isso aqui  é igual a namorada nova. Você tem que esquecer a anterior para essa daqui dar certo! (risos).

Veja e leia a entrevista:

Blog do Mário Adolfo – Governador, na recente cerimônia de lançamento da rede de transmissão de energia para os municípios de Iranduba e Manacapuru,  o senhor disse com toda a convicção que vai entregar o Estado de um jeito muito melhor que recebeu. Diante da herança que recebeu e da situação econômica do próprio Pais, o que o leva a dizer isso com tamanha convicção?

Wilson Lima, governador do Estado do Amazonas – A gente tem trabalhado muito para isso, eu e minha equipe e todo mundo é prova que montamos uma equipe muito técnica. Eu estou aqui para cumprir uma missão, vou fazer o que tem que ser feito em nome de um povo que tanto espera. Tive uma votação recorde de mais de 1 milhão de votos, mas sou governador de 4 milhões. Quando eu assumi o governo, retomei todas as obras paradas. Só esse ano vamos entregar 80 delas. Neste sábado (19/10) estamos entregando o Prosai lá de Maués, que é uma das primeiras obras do BID (Banco Interamericano de desenvolvimento) em um município de 100 mil habitantes. Alí a gente vai ter 50% de esgoto tratado, 90% de distribuição de agua potável.    Estamos entregando esse ano 20 km duplicados da AM-070, retomada do Prosamim 3, prolongamento da Luiz Antony, Anel Sul, Anel Leste, um incremento das suas atividades econômicas, aumento da arrecadação. Tudo isso é um esforço e o resultado virá. Tenho plena certeza que vamos entregar um Estado melhor. Hoje o Estado do Amazonas dá uma oportunidade de um empreendedor abrir uma empresa em tempo real. E ele nem precisa ir na Jucea. A partir de 16 de novembro vamos começar a usar o Diário Oficial Eletrônico. Antes eu tinha um documento publicado no Diário Oficial em média de cinco dias para ser publicado. Com o eletrônico, em 3 horas vai estar publicado.

BMA – Em 10 meses de administração, quais as maiores dificuldades que encontrou – ou que está encontrando –, para colocar a máquina administrativa nos trilhos?

Wilson Lima – Muita burocracia. Embora seja jornalista, onde a gente também acaba trabalhado como gestor da equipe, mudar a cultura administrativa que encontramos, é muito difícil. Principalmente quando você vai encontrar sistemas de controle como ponto eletrônico, controle de dispensa de equipamentos, material, combustível e hoje qualquer decisão que se toma no governo, não e uma decisão só sua, mas sai da sociedade, dos órgãos de controle, das Casas Legislativas e isso às vezes acaba dificultando e tornando os processos mais demorados.

BMA – A saúde tem sido o calcanhar de Aquiles do governo, até pelo estado de coisas que sua administração  encontrou. Quanto tempo vai precisar para dizer que a Saúde está do jeito que população necessita?

Wilson Lima ( respirando fundo) – Ano que vem teremos um sistema bem melhor. Hoje, a Saúde é o nosso maior problema e eu não tenho dúvidas que esse será o nosso maior legado, pois o que estamos fazendo na área de saúde  é algo que poucos tiveram coragem de fazer. Estamos implantando um controle na área de Saúde. Estamos na primeira etapa de automação da área de Saúde, para controlarmos e saber quantos pacientes têm nesse momento em cada unidade, quantos ampolas precisam, quantos comprimidos, quantas injeções nos últimos 30 minutos…

BMA (interrompendo) – Esse controle não tinha antes?

Wilson Lima – Não. E até hoje a dispensação de medicamento, lá no João Lúcio (hospital) é uma pessoa anotando no papel para, no final do dia, cruzar as informações. Enfrento grandes dificuldades nas unidades de Saúde na parte elétrica, pois, há muito tempo não há revisão e isso gera muito problemas. Tenho que refazer essa fiação elétrica e outro detalhe são as estruturas que são de 10 ou 15 anos atrás. Tenho unidades como o Platão Araújo que não foi feito para ser um Pronto-Socorro e aí, num belo dia disseram, “vamos transformar isso aqui num  Pronto-Socorro. E aí  fizeram um puxadinho. E e isso é complicado porque não tenho a segurança necessária. Não tenho condições de habilitar serviços junto ao Ministério da Saúde porque algumas unidades n!ão apresentam as mínimas condições, que são exigidas, por exemplo, pela Vigilância Sanitária. Isso acaba nos limitando. Então, o sistema de Saúde precisa de uma reformulação geral. Temos feito muitas entregas, principalmente no interior.

BMA – Conversei com um médico do sistema de saúde pública e ele disse que o Hospital Getúlio Vargas, em ternos de equipamentos e competência profissional,  está nos mesmos parâmetros do Sírio Libanês, em São Paulo, mas que precisa de uns 200 profissionais para render mais. O senhor pretende rever isso?

Wilson Lima – Pois é, o que a gente caminha é pra fazer com que  nós tenhamos unidades de excelência no estado do Amazonas. O hospital Delphina Aziz tem uma estrutura bem interessante, uma das mais modernas aqui da região, uma das mais completas do Brasil, mas é uma unidade que estava sendo subutilizada eque  a gente está fazendo com que ela funcione. Mas isso não acontece do dia pra noite. É necessário que você faça uma série de remanejamentos  .É uma espécie de quebra-cabeça, que você mexe aqui do lado e deixa o outro descoberto. Isso conta desse arranjo que foi feito na área da Saúde. É um carro que está em movimento e você precisa fazer os reparos com ele em movimento. É assim a Saúde. No início do ano a Assembleia Legislativa aprovou a liberação de parte dos recursos do FTI (Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Estado do Amazonas ) para a Saúde que está indo para o interior e hoje praticamente você não tem reclamações de saúde no interior. As reclamações são muito pontuais são mais relacionadas à UTI Aérea, dado à nossa logística.  Eu tenho feito questão de ir ao interior verificar pessoalmente como estão as farmácias, o abastecimento e para a nossa surpresa muita coisa positiva tem acontecido  e em pouco espaço de tempo. Aqui no município de Iranduba, por exemplo, em feito uma quantidade significativa por mês. Tem gente saindo daqui de Manaus par fazer cirurgia lá no município de Iranduba. Além de muitas unidades que estão passando por reformas e outras melhorias. Então tivemos um avanço significativo no interior. E quando a gente tem esse avanço no interior desafoga aqui na capital.

BMA – Governador, quando o senhor assumiu, o Luiz Castro (ex-secretário de Educação)  era visto como uma das maiores cabeças pensantes em seu governo. O que de fato aconteceu para ele se afastar do governo? E hoje, qual a sua relação com ele?

Wilson Lima  – Minha relação é muito boa. Ele foi alguém que nos ajudou muito, emprestou e continua emprestando a sua experiência para a gente tocar o destino do governo.  Agora ele teve um problema de saúde e teve de se afastar. Aliás, ele já havia passado por um problema desses durante a campanha . Vez ou outra converso com ele, e tão logo ele resolva esses problemas, ele volta a integrar o governo. Assim que tiver condições e se recuperar, ele volta a compor o governo.

BMA – Os seus adversários políticos costumam dizer que o problema as Seguranças no Amazonas é que o estado está nas mãos das facções do crime organizado. O senhor tem um secretário de segurança que tem se esforçado, é visível, mas o senhor acha que está vencendo essa guerra?

Wilson Lima – Os números não mentem e estão aí para provar os nossos avanços na  segurança pública.  Temos reduções em todos os tipos de crimes entre latrocínios, assaltos, homicídios.  Principalmente assaltos dentro de transportes coletivos. E nós também estamos tomando algumas ações importantes para avançar, como a valorização do profissional. Já demos quase 15% de reajustes para os policiais, demos promoções para quase metade da corporação da Polícia Militar. Entregamos armamentos – a mais recente entrega foi de 24 mil itens doados pelo governo Federal, resultado do legado dos jogos olímpicos . Tudo resultado desse alinhamento do Amazonas cm o governo federal.

BMG – Mas, no que diz respeito ao combate ao  narcotráfico?

Wilson – Pois é, o nosso grande aqui no Amazonas é o tráfico de drogas. E essa é a grande briga dos grupos criminosos, o domínio pelas áreas da venda de drogas que vêm do Peru e da Colômbia, que os dois maiores produtores do mundo. Entram fronteira. Então, o nosso grande problema aqui são as fronteiras.  Com isso, é preciso ainda deixar claro o papel de cada um nesse processo, como o papel do Governo Federal e do Estado. Sozinho não conseguimos combater a questão da fronteira. Tenho questionado e pedido isso ao governo Federal para que possamos aumentar esse poder ai na fronteira. O Governo Federal tem feito algumas ações, inclusive, devemos ter aqui no Amazonas um centro de acompanhamento do Norte do Brasil, mas essa é uma luta que não vai ser vencida com muita facilidade. É um negócio muito difícil, dada a logística e complexidade do nosso Estado. Temos 4 mil quilômetros de fronteira, de água, de mato, enfim. Não é tão simples.

BMA – Durante a campanha, o senhor e o Prefeito de Manaus estiveram de lados opostos. Como está essa relação política atualmente?

Wilson Lima – O governo trabalha de forma institucional junto com a prefeitura. E os projetos que dependem do governo ou da prefeitura têm nosso total apoio. Não temos relação políticas com a Prefeitura ou com o prefeito, mas nossas demais relações têm acontecido sem a menor intercorrência.

Blog – O senhor tem candidato a prefeito ou não pretende se envolver nesse processo de 2020?

Wilson Lima – É muito cedo para se manifestar sobre isso (risos). Ano que vem vamos começar a conversar sobre essa questão. Por enquanto, estou muito preocupado com a questão do estado. Minha preocupação é outra. Não sei se o PSC terá candidato – e eu falo aqui do meu partido –, mas de alguma forma o partido vai estar inserido nesse processo de 2020. Porque 20,  2020, PCS … (risos).  Predestinado (risos).

BMA – Os governos anteriores tiveram diversos programas como o Zona Franca Verde e outros. Como o senhor pretende desenvolver os setores de forma satisfatória e não cometer os mesmos erros passados com relação ao setor primário?

Wilson Lima – O Amazonas tem um potencial muito grande para esse desenvolvimento e estamos fazendo isso de forma segura e sustentável. Esse ano, o Amazonas superou São Paulo e Rio de Janeiro comprando da agricultura familiar. Então estamos fazendo isso e investindo no setor primário, possibilitando ao pequeno e médio produtor, que ele tenha acesso ao crédito e à tecnologia. A assistência técnica ainda é um problema que estamos enfrentando. Realizamos recentemente concurso público e vamos chamar essas pessoas assim que tivermos uma condição favorável e é dessa forma que vamos desenvolver o setor primário e identificar outras estratégias e fontes de riquezas como o turismo e outros. Esse ano, temos uma procura muito grande para a pesca, como turista americano, europeu, enfim. São turistas que pagam até 6 mil dólares para pescar por uma semana no Rio Negro. Já lançamos uma série de programas que estão incluídos no Plano Safra 2019. Vamos fazer agora mais um pagamento em Codajás, da ordem de R$ 2,5 milhões, para pessoas que trabalham com juta e malva. Um desses caminhos que temos trilhado é tentar fazer o encontro esse o produtor e a indústrias, para que possamos potencializar cadeias como as do açaí, dos óleos, das castanhas. Não queremos só explorar, queremos agregar valor a esse produto. A iniciativa privada tem interesse, mas se não for economicamente vantajoso, a indústria prefere ir para outro lugar. O que a gente quer é que isso seja produzido aqui. Queremos o nosso Centro de Biotecnologia funcionado, o Inpa, o CBA, a Fapeam, a iniciativa privada. Então precisamos fazer a união disso e fazer o nosso potencial transformado em produto.

BMA – Houve um governo que disse que com o gás natural, as contas de energia iriam diminuir, assim como as tarifas de taxi que iriam cair por conta da adaptação dos carros para gás. O tempo passou e isso não chegou. Como o senhor pretende mudar isso?

Wilson Lima – Por enquanto só temos o gás de Urucu que atende a cidade de Manaus e mesmo assim isso é pouco. Tenho, hoje, um consumo na cidade de 4 milhões de m³ de gás/ dia. Na maioria em termelétricas. Hoje, 60% das termelétricas de Manaus são abastecidas com o gás. O problema é que a nossa energia no Amazonas é subsidiada. Logo, toda vez que eu troco essa matriz energética de diesel por gás, eu reduzo os subsídios do Governo Federal da energia do Amazonas e isso não significa em reflexo na conta do consumidor. Isso é algo que acontece a longo prazo.

Estamos abrindo espaço para algumas atividades de exploração de gás como o gás da Eneva, que vai para abastecer a térmica de Boa Vista, para abastecer o Estado de Roraima, só que há um acordo com a Eneva, que o excedente que ela produzir, vai ficar no Amazonas. Tenho no Juruá, por exemplo, no médio Solimões, uma exploração da Rosnerft, onde eles têm oito poços com gás. Tem alguns projetos sendo construídos com a Cigás, com a iniciativa privada para atender o interior e outros. Teremos uma economia significativa e uma energia limpa que praticamente não polui e com isso temos um potencial muito grande nessa área. Agora eu preciso que mais poços sejam explorados.

BMA – Essa produção teria que ser de quanto para ser considerada ideal às necessidades do Amazonas?

Wilson Lima – Hoje, com a nossa demanda, precisaríamos de mais 6 milhões de metros³/ dia para atender a nossa demanda e estou me referindo à grandes empresas. O que usamos para os táxis, para veículos, queima ou gás de cozinha é menor. Inclusive esse é um pleito nosso junto à Petrobras, pois eles reinjetam 6 milhões de metros³/ dia. O que eles alegam é que esse gás é para garantir a pressão do poço.

BMA – Diferente de anos anteriores, tem 2019 tivemos um dos maiores investimentos em goda a história do Festival de Parintins. Qual o seu entendimento sobre a festa e de que forma seu governo vai tratar o festival futuramente?

Wilson Lima – Eu entendo que atividades como a de Parintins, ela deva ser tocada pela iniciativa privada. O Estado tem um papel fundamental de criar condições e políticas para que aconteçam, mas a iniciativa privada deve em alguns momentos tomar conta disso. O que acontece é que em alguns muitos anos, o Festival ficou dependente do poder público e o que queremos é um Festival que se sustente, pois a quantidade de recurso financeiro que o município movimenta, é capaz de atrair grandes investidores e empresas capazes de patrocinar os bois para que a festa aconteça. Quando falamos de Festival de Parintins, não é só a questão da diversão, mas a geração de emprego e renda. As pessoas se preparam o ano todo para isso. Com esse potencial, essa é uma festa que estamos trabalhando para que em algum momento, ela caminhe independente da ação do governo. Temos trabalhado na formação dos artistas dos bois. O liceu que funciona no bumbódromo é um grande exemplo de formação e qualificação de mão-de-obra. Artistas de Parintins que vão todos os anos para São Paulo ou Rio de Janeiro, que têm trabalhos realizados fora dali, enfim. Estamos qualificando por meio da Amazonastur pessoas que vão receber turistas em casas, qualificando a rede hoteleira e outros equipamentos turísticos, inclusive estamos caminhando para fazer a construção de um museu em Parintins, sem levar em consideração os grandes navios que aportam todos os anos em Parintins. Então, tudo isso propicia o cenário para que o Festival ganhe a sua independência econômica.

BMA – O senhor é Caprichoso ou Garantido?

Wilson Lima – Eu sou Garanchoso! (risos)

BMA – Como senhor posiciona o Amazonas diante da pressão internacional – inclusive da Franca, Noruega e Alemanha – sobre os incêndio florestais na região Amazônica, Nessa história, o Amazonas também foi vilanizado?

Wilson Lima – Há um grande exagero em torno do que aconteceu na floresta amazônica. De manchetes na CNN, no The Economist. É injusto com o nosso povo. Com isso, a impressão que temos é que acontece como na Europa que as florestas passam dias em chamas e não é. Agora não temos como negar que houve um aumento no desmatamento e nas queimadas, mas isso é resultado de uma série histórica. O que aconteceu esse ano, não tem novidade nenhuma, por um lado eu tenho uma necessidade de produção e por outro eu tenho espaço para que aconteça. Toda essa situação que aconteceu em setembro, representa 0.16% de todo o território do Amazonas. Logo, houve desmatamento? Houve aumento, mas não com esse exagero que pintaram, agora não podemos nos dar o luxo de não aceitar o Fundo Amazônia, tanto é que o Amazonas se mobilizou. Estamos indo ao Vaticano agora para que possamos mostrar nossa posição sobre essas questões em torno da Amazônia. Não tem como discutir Amazônia sem conversar com os principais envolvidos.

BMA – Mas  Brasil pode se dar ao luxo de abrir mão da verba do Fundo da Amazônia?

Wilson Lima – De jeito nenhum, é tanto que os governadores da Amazônia se mobilizaram. O estado do Amazonas se mobilizou. Estamos indo agora para o Vaticano onde vamos participar, ainda no contexto do Sínodo da Amazônia, para que os governadores se posicionem e mostrem a nossa posição sobre essas questões em torno da Amazônia. Não tem como discutir a Amazônia sem conversar com os principais interessados que são os representantes e as pessoas que moram aqui. Devemos ter na Europa uma agenda com representantes da Noruega para conversar sobre o Fundo Amazônia. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Sales, já confirmou presença nesse evento do Vaticano que vai ser no dia 28 e ele deve  e seguir conosco para essas outras agendas para que a gente possa encontrar um caminho de reestabelecer o Fundo Amazônia, porque tem muitos investimentos significativos no estado do Amazonas.  

BMA – O que o amazonense pode esperar de seu governo, para 2020,  já com orçamento definido?

Wilson Lima – Muito trabalho. Muitas realizações. Em 2020, teremos uma situação fiscal bem mais equilibrada. Pegamos um rombo de R$ 3 bilhões e não é fácil equalizar isso em 12 meses, dada a situação econômica pela qual passa o país. Das 27 unidades da federação, 20 já atrasaram o pagamento do funcionalismo público e isso não vai acontecer graças às nossas ações de austeridade e de responsabilidade. Não temos a menor dúvida de que vamos entregar um Estado melhor.

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