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Estudos apontam que a Amazônia deve ficar mais quente e seca

Um ambiente mais quente e seco para a Amazônia é o prognóstico de estudos de modelagem que se debruçam sobre os efeitos das mudanças climáticas. O Secretário Estadual de Meio Ambiente, Eduardo Taveira, informa que o Estado já tem percebido de mudanças.

“No Amazonas, já é possível sentir os efeitos das alterações climáticas se manifestando nas grandes secas e cheias, eventos esses que demoravam entre 50 a 100 anos para acontecer. Nos últimos 10 anos, quatro dos maiores índices de secas ou cheias ocorreram na região. Algumas comunidades do interior do Amazonas já percebem esses efeitos de alteração climática, mudanças no comportamento da fauna, dos peixes e do período da várzea, por exemplo”, conta Taveira.

Um estudo publicado no dia 20 março deste ano na revista PLoS ONE por pesquisadores da Universidade Estadual do Rio (Uerj), da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, mostra que o desmatamento na Amazônia, se continuar no ritmo atual, pode levar, até 2050, a um aumento médio da temperatura da região de 1,45°C. Além disso, o fenômeno afeta a biodiversidade local e poderá causar impactos econômicos e sociais.

De acordo com o trabalho, o desmatamento já promoveu em áreas tropicais da Terra um aumento de 0,38°C, entre 2000 e 2010. Mas esse valor é uma média para todas as regiões, considerando um desmatamento de 26% no período. A maioria das áreas analisadas (67%) sofreu menos de 20% de desmatamento, onde a perda florestal foi mais intensa. O aquecimento observado também é maior.

*Por Rebeca Mota do portal Em Tempo

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