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‘Estamos sendo massacrados pela ousadia de enfrentar os coronéis’

Existe um velho jargão na política brasileira que ‘vice não fala’. Mas, a história tem mostrado que a escolha do vice tem sido fundamenta para segurança institucional e e política de um governo. É só lembrar casos como aquele de Tancredo  Neves (PFL), que lutou 20 anos para ser presidente e, às vésperas da posse, morreu deixando o país nas mãos de um remanescente do PDS – o partido da ditadura –, José Sarney (que mudou para o PMDB; É só fazer uma releitura do governo Collor,  onde o vice, Itamar Franco (PMDB), apesar de inexpressivo, acabou governando o país quando “Elle” foi retirado do poder por um impeachment. Ou ainda, a mais recente história do governo da presidenta Dilma Rousseff (PT), que deixou o cargo para Michel Temer (MDB), que está entrado para a história como a maior rejeição que um presidente já teve no País.

O candidato a vice-governador de Wilson Lima (PSC), o defensor Carlos Alberto Almeida, é um vice que fala, coloca a cabeça de fora, é exibido orgulhosamente pela coligação e até vira alvo dos adversários. Recentemente, o adversário de Wilson – que lidera todas as pesquisas de intenções de votos, concentrou sua metralhadora sobre ele. O governador-candidato, Amazonino Mendes (PDT) atribui a Carlos Alberto um pedido de indenização para as famílias de detentos massacrados em uma rebelião no Compaj, em janeiro de 2017, mas Carlos Alberto explica que existe um parecer da própria PGE, baseado numa exigência do Ministério da Justiça. E, em cima desse parecer, o então governador Jose Melo anunciou que iria pagar.

— A Defensoria Pública, através do seu defensor geral, foi apenas a condutora do procedimento. O pedido partiu do governador – diz o defensor público.

Para se ter uma ideia,  o Ministério da Justiça esteve em Manaus e cobrou providências do Executivo, do Judiciário e da Defensoria Pública. Então, uma atuação institucional foi feita, envolvendo todos os poderes. Na Defensoria Pública, o processo foi conduzido pelo defensor geral e vários defensores foram envolvidos.

— E eu fui um deles,  para tratar do problema. Mas a indenização partiu do próprio Executivo e o governador José Melo, logo no dia 2 de janeiro, declarou que iria indenizar as famílias dos mortos –, explica Carlos Alberto, para quem as acusações do adversário não passam de mais uma fake news, de quem está perdendo a eleição e não admite.

Nesta entrevista ao Blog do Mario Adolfo, o Defensor Público e candidato a vice de Wilson, fala de sua ousadia de, aos 39 anos, sem nunca ter participado de nenhum processo político  assim como o próprio Wilson – decidiu ir à luta para tirar o Amazonas das mãos da velha politica e arriscar nos versos de Belchior, de que “o novo sempre vem”.

CONFIRA A ENTREVISTA:

Blog do Mário Adolfo – Queria que você explicasse pra gente por que decidiu entrar para a política. Era um sonho antigo? Como decidiu deixar a vida de defensor de lado para entrar para a política?

Carlos Alberto Almeida – Na verdade, buscar ser político neste momento é buscar também defender. Sou defensor e sou defensor em essência. Na minha instituição,  como eu já vinha realizando há mais de 9 anos, nós tentamos aplicar nossos conhecimentos para fazer a modificação social. Existem inúmeras demandas no Estado do Amazonas que precisam de adequação e correção. E um dos maiores violadores de direitos fundamentais é o Estado. Existem diversas demandas onde o Estado acabou abandonando os principais interesses para atender aos interesses de si mesmo. Por exemplo, nós temos a questão dos servidores públicos. O Amazonas tem 100 mil servidores públicos que precisam de atenção: data-base, PCCR e historicamente isso não vem sendo atingido. Na defensoria, eu tenho trabalhado para resolver as consequências desses problemas, dentro do Executivo. Junto com Wilson Lima, podemos resolver a causa. Então, cansando de enxugar gelo por todos esses anos, nós pretendemos conseguir dentro do Executivo, fazer a modificação adequada.

BMA – Quando a política entrou na sua vida. Foi uma decisão inesperada ou algo que o o senhor vinha maturando dentro da sua cabeça, antes de tentar alguma candidatura?

Carlos Alberto – Não. Como sou defensor há bastante tempo e na defensoria eu tenho todas as garantias para o exercício das minhas atividades. Eu poderia trabalhar com toda a liberdade possível. Uma coisa que muita gente não conhece é que a defensoria pública fornece para o defensor independência funcional e mobilidade. Isso garante que você pense livre, desde que respeitando a Constituição, e você não pode ser punido com remoção do seu local de trabalho. Então, eu já teria todas as condições de exercer esse trabalho. O grande problema nisso é que na Defensoria, o meu veículo para a condução de política é o Judiciário, mas o Judiciário tem historicamente e naturalmente limitações para a judicialização de políticas públicas. E  discussão disso se faz na seara política.

BMA – Cansado de tanto desmandos e escândalos na política, sem querer generalizar, o  eleitor busca o novo. Mas, ao mesmo tempo, a própria sociedade cobra que o novo não tem experiência para administrar. Como o senhor avalia essa situação?

Carlos Alberto – Isso é um paradoxo, porque há uma reclamação muito comum para as pessoas que buscam o mercado de trabalho, por exemplo, por essa cobrança de experiência e jovialidade. No nosso próprio Distrito Industrial há essa análise paradoxal: eu quero alguém experiente, mas que seja jovem o suficiente para estar integrado ao mercado de trabalho. Estamos falando de política, algo uma coisa relativamente diferente. O fato de não ter experiência não quer dizer que você não tenha experiência na política. Você pode ter todas as experiências possíveis que possam corroborar para a política, até porque política não é profissão. Política é um meio para alcançar um fim. Então se você tem experiência em qualquer outro setor da sua vida e você pode se mostrar como útil na política, isso pode ser aplicado. Não é um dos melhores exemplos, mas lá em São Paulo, o João Dória não tinha experiência nenhuma e fez lá as suas condições políticas. No meu caso e do Wilson isso é muito claro. O Wilson tem uma característica essencial para um governante, ele conhece, compreende e tem sensibilidade dos problemas que nós temos na sociedade. Sem ter essa sensibilidade, eu não tenho condição de absolutamente nada. Até porque comparando política com um veículo, eu não preciso conhecer todas as peças do carro para poder dirigi-lo. Preciso ter sensibilidade para saber o rumo adequado, o resto que é a equipe que compõe o governo, tem que ser técnico suficiente e é esse o compromisso que temos com a Rede de Sustentabilidade. É um compromisso que tem comigo, inclusive. Nós queremos que as peças que movam essa máquina sejam técnicas, para isso, reforço que a  realização de concursos públicos permanente é importante, mesmo para cargos técnicos e específicos também. Da mesma forma, meus mais de 13 anos como defensor público conhecendo o funcionamento da máquina administrativa também fornece essa necessária experiência externa ao cenário político.

BMA– Como aconteceu essa sua proximidade com o Wilson Lima? Já o conhecia na atuação no jornalismo? Como aconteceu essa aproximação?

Carlos Alberto – Nós já nos conhecemos há alguns anos. Em alguns dos embates que eu tive na sociedade, tive a oportunidade de trocar ideias com ele. Um dos embates mais polêmicos que nós tratamos, foi o caso da Cidade das Luzes, onde havia uma polêmica a respeito das famílias que lá existiam. Um caso como aquele gerou opiniões para todos os lados. Foi muito interessante o convite lá do Wilson quando estava no Alô Amazonas para poder esclarecer a situação e isso permitiu fazer uma divisão a respeito dos problemas. Por que não há no Amazonas políticas públicas de moradias. E naquele momento nós tivemos oportunidade de trocar informações sobre aquela situação. E não só daquela, mas de várias outras. Ao longo dos anos que se seguiram e dos meses que vieram em seguida, nós podemos , inclusive trabalhar em parceria e fizemos isso por muitos meses.

BMA – O ponto mais polêmico na campanha, nos últimos dias, tem sido um pseudo pedido de indenização de famílias de detentos mortos em uma rebelião. E o Amazonino, adversário de vocês vem batendo muito nisso. O senhor chegou a pedir indenização para bandido ou isso não passa de jogada política para desacreditar a campanha de sua coligação que lidera todas as pesquisas?

Carlos Alberto – A campanha do adversário tem se pautado não só pela produção constante de fake news como pela alteração do contexto ou do conteúdo de diversas atuações. Há uma confusão muito grande sobre isso e uma confusão proposital. O que houve foi uma coisa muito clara. Em janeiro de 2017, houve no Estado do Amazonas, Roraima e Rondônia, o massacre de presos e se exigiu do Estado do Amazonas, de Roraima e do Maranhão, uma atuação do poder público. Para se ter uma ideia, o Ministério da Justiça esteve aqui e cobrou providências do Executivo, do Judiciário e da Defensoria Pública. Então uma atuação institucional foi feita, envolvendo todos os poderes. Na Defensoria Pública, o processo foi conduzido pelo defensor geral e vários defensores foram envolvidos – e  eu fui um deles –,  para tratar do problema. Mas a indenização partiu do próprio Executivo, o governador José Melo, logo no dia 2 de janeiro declarou que iria indenizar as famílias dos mortos. E,  para isso , foi feito um parecer pela própria PGE. Logo, a  Defensoria Pública, através do seu defensor geral, foi apenas a condutora do procedimento. Não há processo judicial como o governador está indicando. Há um processo administrativo que está dentro da PGE, do qual o governador Amazonino já tem ciência há mais de um ano. Ele já poderia ter tomado uma decisão sobre isso, negando, ou concedendo, ou fazendo o que quisesse. Mas, da mesma forma que fez como o Fundeb, vem empurrando com a barriga,  trazendo a discussão política para a campanha eleitoral. Ele empurrou essa decisão para discutir agora. Ele já poderia ter tomado a decisão. Afinal de contas, a decisão sobre reparação ou não, veio do próprio governo do Estado do Amazonas.

BMA –  Vocês também estão coligados com a REDE, que tem ali o seu grande representando o Luiz Castro, que não conseguiu se eleger como senador, mas teve uma votação impressionante. Como é a convivência dele com vocês?

Carlos Alberto –  O que eu acho interessante a respeito da nossa coligação é que nós traduzimos uns aos outros as nossas experiências em nossas áreas. Eu tenho a experiência jurídica do meu dia a dia. O Wilson tem a experiência que nós já conhecemos essa sensibilidade, esse trabalho, essa conexão, ele é um bom tradutor dos problemas da sociedade e o Luiz Castro é a nossa experiência política. Ele possui cinco mandatos, sempre pautados pela coerência e defesa de direitos que estão previstos em nossa carta constitucional e ele sempre fez isso com independência e essa independência tem permitido ele trilhar num caminho politico com coerência. E isso  foi reconhecido no processo eleitoral, porque apesar de derrotado por 20 mil votos de diferença para o candidato que foi sagrado vencedor, é um sucesso retumbante. E o Luiz Castro colabora fortemente com as nossas politicas  e com o nosso plano de governo. Com isso,  tem nos orienta permanentemente através da  experiência que ele já teve, nos indicando o caminho para a condução de um possível Amazonas melhor.

BMA – Num possível governo de vocês, o Luiz Castro é um nome cotado para os quadros do governo, talvez uma secretaria ?

Carlos Alberto – Nós não estamos discutindo até o presente momento e nem discutiremos enquanto o processo eleitoral estiver andando, sobre qualquer quadro de governo. Nós não tivemos essa discussão, mas o Luiz Castro faz parte do nosso grupo e das nossas discussões políticas e provavelmente nós teremos a colaboração dele, se ele desejar, para que nós possamos fazer a condução das ações de nosso governo, se essa for a vontade do povo.

BMA – O adversário político da sua coligação realizou uma reunião com os professores, que foi mais um comício, às vésperas da eleição. Depois, anunciou um abono de R$ 3 mil reais. Esta semana, fez uma reunião com todos os prefeitos, mandando que eles fossem conversar com um de seus tesoureiros de campanha (empresário Francisco Garcia) , como se estivesse prometendo alguma coisa e  falando sobre um segredo de campanha que ele disse não poder  revelar porque era “segredo de campanha”.  Vocês têm procurado, na Justiça, deter essas práticas que são, claramente, práticas do velha política do “toma lá, dá cá”?

Carlos Alberto –  Os nossos advogados têm atuado permanentemente, perante a Justiça Eleitoral. Diversas ações vêm sendo tomadas, diversas ações de investigação eleitoral estão em andamento. Com relação, por exemplo, às fake news,  para tocar num ponto que tem sido a tônica dessa campanha, mais de 12 processos já protocolamos quase todos com êxito. Os que não tiveram ainda uma decisão e estão em apreciação, vamos esperar, porque as ações de investigação eleitoral vão se prolongar além do processo eleitoral. Os abusos econômicos, os abusos políticos, os abusos da utilização da máquina como os que nós estamos denunciando vão ser apreciados e esperamos que seja feito Justiça, Principalmente  por conta da utilização da maquina administrativa nesse processo eleitoral.

BMA – O perfil de um defensor é a defesa dos direitos do cidadão,  dos direitos humanos, da solidariedade humana, da paz social. A sua coligação apoia um candidato à presidente (Jair Bolsonaro)  que não tem esse perfil. Aliás, agride mulheres, negros, homossexuais, ameaça direitos trabalhistas. Isso está claro, ao longo da sua história e no próprio registro da mídia. Como fica na sua cabeça, no seu compromisso pessoal e profissional de Justiça, defender um candidato como o que seu grupo político defende.

Carlos Alberto – A questão é muito simples: O processo eleitoral possui conexões tanto em nível nacional quanto em nível estadual. E  as coligações em nível nacional e em nível estadual, não, necessariamente, é o espelho uma da outra. Isso se vê no Brasil inteiro. No Amazonas não somos diferentes, tanto que aqui somos coligados com a REDE, o que já indica qual é a linha de atuação dos nossos partidos que devem fidelidades às orientações nacionais, mas também temos uma linha de atuação estadual. Então, o processo eleitoral deve sim observar as questões de fidelidade partidárias e as orientações que são passadas nacionalmente, mas ele não altera as essências que são discutidas estadualmente. No Amazonas, a nossa conexão com a REDE tem nos permitido pautar essas diferenças e a minha própria condição como defensor ao longo desses anos também me permite pautar essas discussões. O que é óbvio é que nem toda coligação existe uma identidade central e um uniforme de raciocínio, mas essas discrepâncias elas são essenciais ao processo democrático. Até porque, mesmo no processo legislativo dentro das Câmaras Legislativas, nós temos líderes de maioria e de minoria. Essa diversidade de raciocínios ela é extremamente importante ao processo democrático e isso tem sido observado aqui localmente.

BMA –Dr. Carlos, ali no começo da campanha, muita gente analisou e pensou que a eleição sera polarizada entre o governador e possivelmente o senador Omar Aziz (PSD). Mas não foi o que aconteceu. Vocês começaram a crescer no meio da campanha. Esse crescimento surpreendeu ou os senhores já esperavam que seria assim?

Carlos Alberto – Nós costumamos trabalhar nesse processo eleitoral com humildade desde o primeiro momento. Acho que o que vem sendo recomendado desde os nossos avós: é com paciência e humildade que chegaremos longe. E é dessa forma que a gente tem ido longe, desde o primeiro momento até o presente momento. Trabalhando de forma sincera e clara, e mostrando nossa proposta efetivamente de mudança. Quando dizemos, permanentemente, que somos novo, não quer dizer um ovo vazio, ou o novo pelo novo. Mas, nos referimos  a uma nova prática de fazer política. E isso a população tem enxergado, porque os atores que integram esse nosso processo, essa nossa trinca têm demonstrado isso. Os valores que o Luiz Castro mostra, os valores que o Wilson monstra, os valores que eu mostro têm sido observados e é uma junção nesse processo essa coerência tem permitido nós trilharmos nesse processo político eleitoral.

BMA – Como é fazer uma campanha sem recursos na mesma quantidade que o governador dispõe?

Carlos Alberto – É um desafio enorme. É um desafio gigantesco. O Amazonas é um Estado com dimensões continentais com acesso aos demais municípios de forma extremamente complicadas, quem está no interior bem sabe disso. Os desafios logísticos para acesso a esses municípios são muito complicados. Por exemplo o Wilson está viajando para o interior e está por uma rota que cobre o máximo de municípios com o mínimos de gastos. Seria muito importante de eu estar cobrindo outros municípios ou o acompanhando, mas os nossos gastos eleitorais que não estão dentro dos nossos limites, exigem que eu esteja na capital, o que também é positive, porque faz com que a nossa campanha ande por todos os lados. Eu me lembro no início da campanha que o Wilson foi questionado como faríamos a campanha com pouquíssimos recursos e ele falou: “vamos gastar muita sola de sapato”. Daqui a pouco vamos mostrar a sola dos nossos sapatos para ver como eles ficaram. Apesar de tudo, das dificuldades, continuamos com o pé no chão falando com a população. Essa é a diferença da nossa campanha para as demais. Está no dia dia a dia, andando e conversando no meio do povo. E isso é outra coisa que população percebeu ao ongo do processo. Nós não estamos distantes fisicamente da população. Descemos do carro, do palanque, falamos com cada uma das pessoas. Ouvimos mai do que falamos. Nossas caminhadas são feitas olho no olho. As pessoas falam conosco, relatam seus problemas e isso tem sido feito dia após dia, todo santo dia. Não interessa se é sábado, domingo ou feriado.

BMA – Alguns setores da política acreditam que a vitória de quem tem a máquina sempre é no interior. Alguns são tão distantes que ninguém tem acesso, nem a mídia, nem a Justiça e nem ninguém. O senhor não teme que possa ter algum tipo de artifício como a compra de votos, que é uma coisa muito perigosa em localidades distantes. Existe algum trabalho de vocês para tentar coibir essas práticas?

Carlos Alberto – Nós temos recebido informes de tudo quanto é lado a respeito dessa situação. Denúncias foram realizadas. Já acionamos fiscalizações do TRE para tanto e temos o cuidado de fazer a preparação para o próprio dia da eleição. Mas, nossas condições não são das maiores. Não temos recursos  que nos permita ter um exército de fiscais ou advogados em todos os municípios. Nós contamos com a organização e a fiscalização e o patrulhamento que o próprio Estado deve fazer e tem feito de forma exemplar nesse período eleitoral. Claro que obviamente existem distorções que não vamos conseguir evitar, mas estamos contando com esse sentimento de mudança da população. E esse desejo de novos ventos não acontece somente na capital, mas sim no interior também e o relato que os representantes políticos têm trazido do interior é que a população não deseja mais as velhas práticas, deseja o novo e tem aderido a nossa campanha de uma forma extremamente saudável.

BMA – Independente do resultado das eleições, qual o aprendizado que fica para o senhor numa primeira campanha política?

Carlos Alberto –  De uma forma bem coloquial, o processo eleitoral é um rolo-compressor. De uma forma mais erudita, o processo eleitoral é um momento em que você não tem a possibilidade de expor todo o conteúdo que você deseja expor, porque as janelas para exposição são muito apertadas. Mas o engrandecimento que vem nesse processo eleitoral é muito importante, pois, conseguimos mesmo com essa janela muito apertada,  levar nossa mensagem. E nós falamos isso de forma reiterada, porque tivemos apenas 25 segundos de tempo de TV no primeiro turno. No segundo turno agora, temos condições de igualdade de tempo de nos apresentar. E essa é uma questão que eu não consigo compreender. Por que se permite a injustiça no primeiro turno com tanta diversidade de tempo e se dá igualdade no segundo turno: Não consigo compreender qual é a lógica disso. Mas sofremos muito e o primeiro foi o mais longo e difícil, por causa do pouco tempo para expor todas as nossas propostas, o que nos fez ser extremamente hábeis para demonstrar isso. Um aprendizado é, para que se possa fazer a condição política adequada no nosso Brasil, temos que começar as reformas de base. Se depender de como o processo eleitoral está agora, a saída de outsiders – como eu e o Wilson fomos alcunhados –, serão cada vez mais difícil. E isso é extremamente danoso ao processo eleitoral.

BMA – O que o senhor diria para o eleitor que acredita que é mais seguro votar num político antigo e com as velhas práticas, do ousar em votar em candidatos novos?

Carlos Alberto – Bom, a questão é muito simples: Se você já conhece a velha prática e você sabe que votando na velha prática você vai ter a velha prática; entre a certeza do que é velho e danoso e a dúvida do que não será danoso é muito mais certo apostar na dúvida. Em certa entrevista eu fiz a comparação: Na Europa Medieval, as condições de vida eram horrorosas e as pessoas permaneciam vivendo naquela situação. Até que um dia se resolveu conquistar o novo mundo. Teve gente que apostou atravessar o oceano para poder encarar o novo. E nós, da América,  estamos aqui, porque Cristóvão Colombo resolveu apostar. O que temos agora? A população acompanhando está acompanhando. Temos alguém com práticas antigas e conhecidas, que  tem a experiência, que nos trouxe até aqui, com os serviços públicos que nós já conhecemos, mas  todos eles em falha. Porque ainda que ele bata que o governo dele é de um ano, nós temos aí sucessões e crias que governaram o estado e  vieram de seu grupo politico. E isso é inegável, a história, as filmagens, as entrevistas, as declarações recíprocas de cada um de seus integrantes mostram isso. E nós temos efetivamente quem quer romper com esse ciclo apresentando as práticas que já exercem. Minhas práticas públicas como defensor publico são conhecidas, as práticas do Wilson são conhecidas e as do Luiz Castro são conhecidas. Queremos colocar essa nova prática e se você está em dúvida entre o que já é velho e carcomido e aquilo que efetivamente pode fazer a mudança na sua vida, a resposta é muito simples.

BMA –Estamos no fim da entrevista e agradecemos a sua presença e espera que o senhor venha numa outra oportunidade. Agora é abrimos um espaço para as suas considerações finais.

Carlos Alberto –  Obrigado ao Blog do  Mário Adolfo. Agradeço aqui a oportunidade de trocar ideias com vocês. E gostaria de pedir que os leitores analisem  as nossas propostas e  votem consciente. Tem sido um processo eleitoral muito  difícil, onde nós estamos sendo atacados permanentemente, por conta da nossa ousadia em querer romper com esse ciclo de injustiça,uma campanha. Temos propostas claras, propostas com o pé no chão e que fazem a nossa coligação apresentar um Amazonas melhor. Não descemos para um jogo baixo da acusações  levianas. E queremos fazer isso  a tônica do nosso governo. No dia 28 teremos a oportunidade de virar e mudar a nossa página. No dia 28 você tem a oportunidade de se libertar dessa velha política que tem trazido o nosso Amazonas para o atraso. No dia 28 vote 20, de Wilson Lima e Defensor Carlos Almeida.

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