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Cuba quer fabricar 100 milhões de doses de sua vacina: Soberana 02


O governo cubano produzirá 100 milhões de doses de sua vacina contra o novo coronavírus. A Soberana 02 deve ficar pronta ainda este ano com o objetivo de responder à sua própria demanda e de outros países, informou uma das criadoras do medicamento nesta quarta-feira.

"Estamos reorganizando nossas capacidades produtivas porque realmente temos muita demanda pela vacina e temos que nos preparar", disse Vicente Vérez, diretor do Finlay Institute, a um grupo de jornalistas em uma conferência na qual foi oferecido um passeio pelo laboratório onde a substância contra a Covid-19 é fabricada.

O Instituto Finaly criou a Soberana 02 e a Soberana 01 -  esta última está em uma fase de pesquisa menos avançada. Outros centros de biotecnologia na ilha trabalham em mais dois candidatos a vacinas, chamados Abdullah e Mambisa.

As 100 milhões de doses esperadas seriam apenas da Soberana 02 e já existem países interessados em adquiri-lo, como Vietnã, Irã e Venezuela, entre outros e com os quais a ilha tem acordos de colaboração, incluindo Paquistão e Índia, disse Verez.

Apesar de ser um país pequeno, Cuba tem um polo científico desenvolvido

Pandemia

Após vários meses mantendo a pandemia sob controle, Cuba sofreu um ressurgimento neste início de ano, após a abertura de seus aeroportos e apesar de ter um protocolo sanitário preventivo. De março até o momento, 19.122 infecções e 180 mortes se acumularam na ilha.

O cientista não ofereceu detalhes do preço que a vacina terá para venda para outros países. Em Cuba, sua colocação é gratuita e voluntária.

Apesar de ser um país pequeno, Cuba tem um polo científico desenvolvido que produz quase todas as vacinas de que precisa e medicamentos de última geração.

"A estratégia de Cuba para comercializar a vacina tem uma combinação de impacto na humanidade e na saúde e a necessidade de nosso sistema sustentar (financeiramente) a produção de vacinas e medicamentos para o país", disse Verez.

"Não somos uma multinacional onde o retorno (financeiro) é a razão número um", acrescentou. "Trabalhamos para trás, criando mais saúde e retorno é uma consequência, nunca será a prioridade."

Redação BMA

Redação BMA

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