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CPI da Covid: “Se ele mentir, sairá algemado de lá”, diz Omar Aziz sobre Pazuello


O presidente da CPI da Covid no Senado, Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que, caso o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello minta novamente à comissão, será preso. “O desrespeito não foi a mim e aos senadores. Foi um desrespeito à sociedade brasileira e ao Exército brasileiro. Se ele mentir, sairá algemado de lá”, declarou em entrevista ao portal Uol.

Segundo o presidente da CPI, nos dois primeiros dias de depoimento, Pazuello mentiu e, por isso, quer convocá-lo. “O presidente, um dia, diz que quem manda é ele e que não vai comprar vacina nenhuma. Aí o Pazuello chega, a gente faz essa pergunta e ele diz: 'não, eu nunca recebi essa ordem, por isso estava negociando a vacina'”, apontou Omar Aziz.

Para Aziz, há uma diferença entre o depoimento de Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação, e de Pazuello. O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), ameaçou prender Wajngarten por estar mentindo. Omar Aziz acalmou os ânimos.

A situação com Pazuello, no entanto, é diferente na avaliação do presidente da comissão, porque a CPI já está consolidada. “A atitude que eu tomei em relação ao Fabio Wajngarten... Os próximos depoentes não esperem que eu tenha a paciência. Se eu amanhã tomar a decisão de prender um depoente mentiroso, pode ter certeza que a CPI não acabará. Acabaria [no episódio de Wajngarten] porque estava no início. Hoje não. Hoje está consolidada”, avaliou.

Participação em ato pró-Bolsonaro

A CPI da Covid já tinha decidido reconvocar Eduardo Pazuello pelas contradições no depoimento. A ideia ganhou ainda mais força após o último domingo (23), quando o ex-ministro da Saúde compareceu a um ato em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Ambos estavam sem máscara e promoveram aglomeração.

Aziz garantiu que as imagens do ato serão documentadas para ajudar nos trabalhos da comissão. “Lógico que isso vai ser analisado pela CPI, não tenha dúvida”, afirmou.

Sobre a convocação de Carlos Bolsonaro (Republicanos), vereador pelo Rio de Janeiro e filho do presidente da República, Omar Aziz afirmou que ainda não há elementos suficientes para chama-lo.

Fonte: Yahoo Notícias

Redação BMA

Redação BMA

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