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Coronel, Ex-PM e investigador são presos durante operação em Manaus


Servir e proteger? O lema dos agentes da lei não foi levado em consideração por um grupo de policiais e ex-servidores da segurança pública que estavam inseridos na criminalidade, em Manaus.

O tenente-coronel da Polícia Militar, Glaubo Rubens Alencar, um ex-PM e um investigador da Polícia Civil, foram presos nesta quinta-feira (6), durante a operação "Arrocho da Lei" deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado, do Ministério Público do Amazonas (MPAM).

Conforme as investigações, o trio faz parte de uma organização criminosa que roubava drogas de traficantes da facção Comando Vermelho (CV) e fazia a revenda dos entorpecentes na capital. Uma prática conhecida como "arrocho".

Os agentes foram capturados em cumprimento mandados de prisão temporária. Também foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão com intuito de recolher indícios e provas que possam auxiliar na investigação.

Conforme informações do promotor de Justiça Armando Gurgel Maia, integrante Gaeco, cartazes jogados ao lado de corpos após homicídios chamaram a atenção das autoridades para a situação de "arrochos". Além disso, o roubo de meia tonelada de drogas também chegou ao conhecimento da equipe operacional que iniciou as investigações.

"Houve uma denúncia de roubo de pertences em um determinado local, mas as informações da inteligência também apontaram essa subtração de droga de traficantes. Por meio de filmagens de um determinado veículo, chegamos até um dos envolvidos que estava também com dos aparelhos celulares subtraídos na ação. Confirmamos o contato entre essa pessoa o coronel da PM que havia adquirido aquele carro recentemente. Reunimos as informações dos envolvidos e solicitamos os mandados de prisão e busca e apreensão" explicou o promotor.

Gurgel explicou que um dos alvos da operação ainda está com o mandado de prisão em aberto e encontra-se desaparecido podendo até ter sido vítima de um homicídio. Em casos envolvendo facções criminosas há vinganças e queimas arquivo.

"Esse tipo de investigação exige extrema cautela e há pessoas desaparecidas que podem ter sido assassinadas como vingança da própria facção criminosa. O roubo da droga de facção não a coloca como vítima, pois está também não atua no crime. É policiais tomando drogas de traficantes que continuam circulando no mercado. É uma sucessão de crimes pois esses envolvidos não cumpriram o papel deles de retirar a droga de circulação e vendiam para obter lucro. Estamos trabalhando diuturnamente para saber quem são esses policiais que mesmo bem remunerados estão se dedicando a serem traficantes", destacou.

Ao longo das buscas e apreensões não foram apreendidas drogas, no entanto foram encontradas armas de fogo em situações irregulares e quantias em dinheiro. Novas diligências devem ser realizadas para identificar demais envolvidos.

Fonte: Portal Em Tempo

Redação BMA

Redação BMA

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