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Governo economizará R$ 36 milhões por ano com a contratação direta de técnicos de enfermagem


O Governo do Amazonas vai economizar R$ 36 milhões por ano com a contratação direta dos técnicos de Enfermagem. A informação foi repassada pelo governador do Estado, Wilson Lima, nesta terça-feira (21), durante entrevista a uma rádio local. “Com essa contratação, o Estado está economizando 36%. Antes nós pagávamos por mês para essas empresas R$ 8,3 milhões. Agora, diretamente para esses servidores, vamos começar a pagar por mês R$ 5,3 milhões. Ou seja, estou economizando todos os meses R$ 3 milhões”, destacou ele.

A solução resolveu o problema do pagamento dos técnicos de enfermagem, evitando sobressaltos no atendimento devido aos atrasos nos salários que ocorriam na terceirização. Até esta segunda-feira (20/01), estavam contratados 2.803 trabalhadores, número que chegará a 3.089 nessa semana, quantidade demandada pela rede.

Além da economia aos cofres públicos, o técnico de enfermagem terá uma melhoria na remuneração. Para as empresas, o Estado desembolsava até R$ 190 por plantão, mas essas repassavam ao trabalhador, quando pagavam, uma média de R$ 107 por plantão, com casos desse valor ser de até R$ 57. Pelo Estado, os profissionais ganharão R$ 132,40 por plantão.

“Estou pagando um valor a mais por plantão para esses técnicos de enfermagem, e eles vão receber em dia, assim como os demais servidores do Estado”, enfatizou Wilson Lima.

Segundo o vice-governador e secretário chefe da Casa Civil, Carlos Almeida, os profissionais que já atuavam nos prontos-socorros, hospitais, maternidades e demais unidades da rede estadual tiveram prioridade nas contratações. “Utilizamos esse critério por uma questão de justiça, de humanidade, até para que não houvesse descontinuidade do serviço, e funcionou como planejamos”, afirmou Carlos Almeida.

Redução gradativa – Wilson Lima ressalta que as contratações diretas dão início ao processo de redução gradativa de serviços de mão de obra terceirizada na saúde e também seguem a lógica de reordenamento do quadro de Recursos Humanos do órgão, que também  passa por um recadastramento em curso feito pela Secretaria de Administração e Gestão (Sead) com todos os servidores.

De acordo com o governador, esse processo culminará na realização de concurso público, que só será possível a partir de 2021, quando a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) permitir. Nesse prazo, o Estado também vai discutir a carreira médica, uma cobrança antiga da classe.

“Essa é uma construção que estamos fazendo para que a gente faça concurso no ano de 2021 e resolva definitivamente esse problema na área de saúde”, explicou o governador. “O que nos interessa muito e é a principal razão desse movimento, é o atendimento lá na ponta, é a melhoria do serviço para quem procura uma unidade de saúde”, enfatizou Wilson Lima.

Redação BMA

Redação BMA

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