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Cloroquina vira arma ideológica de interesses políticos


O Conselho regional de Medicina do Amazonas publicou  na tarde desta quarta-feira, 10/04, a resolução  101 recomendando que o médico  possa indicar o uso da cloroquina e hidroxocloroquina  para pacientes  com Covid-19, em casos leves moderados ou graves.

A decisão pode ser precipitada, haja vista que até o momento, não há comprovação científica da eficácia desses medicamentos. No entanto,  houve casos de pessoas que se curaram após usarem o remédio.

A utilização desses dois remédios com o mesmo componente básico - a cloroquina - suscitou debates em vários países, como a França e o Brasil. E mesmo antes de se mostrarem como solução para salvar vidas de pacientes com Covid-19, a cloroquina e a hidroxicloroquina se tornaram arma ideológica de interesses políticos.

Dupla cloroquina

Principalmente depois que o presidente americano, Donald Trump, e o brasileiro, Jair Bolsonaro, a defender com veemência o uso desse medicamento contra a covid-19. Mesmo sem estudos conclusivos sobre a eficácia da droga.

Começou na França

Na verdade, a  cloroquina é usada no tratamento da malária, da artrite reumatoide e da lúpus. Mas ganhou projeção mundial como possível solução nessa crise da Covid-19, após a publicação de um estudo na França em meados de março. Esse estudo foi realizado pelo infectologista Didier Raoult, da Universidade de Medicina de Marselha.

Aconselha Marcus Barros

Em Manaus, o renomado infectologista Marcus Barros, durante entrevista ao Blog do Mário Adolfo defende que para se usar uma droga, mesmo de uso frequente, em doença onde ela ainda não foi usada, deve-se testa-la com metodologia científica.

Tentativa “heróica”

Para o médico, a hidroxocloroquina somente pode se constituir em política pública do Ministério da Saúde, após essas observações. — Apesar da tentativa "heróica" do uso da hidroxicloroquina na Pandemia, ela dever ser testada, primeiramente.

Prefeito democrata...

O Amazonas perdeu Frank Abrahim Lima, um grande homem público que, sempre que chamado, cumpriu sua missão com dedicação, competência e seriedade. Foi prefeito de Manaus na década de 1970, em pleno regime militar, quando o chefe do executivo municipal era uma indicação do governador. Com o aval do general presidente, claro.

... em regime autoritário!

Frank foi tão bem no cargo que passou a ser convidados por vários governantes para assumir cargos públicos relevantes, principalmente nos governos de Amazonino Mendes. Quando a coisa não andava bem, era comum ouvir a frase. “Chama o Frank Lima”.

Uma vida pública

Frank Lima foi prefeito no período entre 22 de novembro de 1972 e 15 de março de 1975, nomeado pelo então governador João Walter, o 3º na sequência pós-1964. Também exerceu os cargos de diretor da Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama) e  presidente do extinto Instituto de Previdência Social do Amazonas (Ipasaea).

Último cargo

Exerceu ainda o cargo de Diretor-presidente da empresa de Processamento de dados do Amazonas (Prodam), entre 2005 e 2011. Nos governos de Eduardo Braga (MDB) e Omar Aziz (PSD)  foi coordenador da Unidade Gestora do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim), seu último cargo público.

Correto e discreto

O prefeito Arthur Virgílio (PSDB) lamentou a morte de  Frank Lima que, segundo ele, foi “um prefeito discreto, correto, que fez obras importantes na cidade, como a ponte do Educandos”. — Governando em um período autoritário, foi o mais democrático dos cidadãos –, traduziu Virgílio.

Catta e Portta

O vereador Carlos Portta (PSB) encaminhou para a Mesa Diretora da Câmara Municipal, Moção de reconhecimento à decisão do juiz Itagiba Catta Preta Neto, da 4ª Vara Cível da Justiça Federal em Brasília, que determinou  o bloqueio dos recursos do fundo partidário e eleitoral. Ao mesmo tempo, Catta  destinou a verba ao Governo Federal, para ser usada em medidas de combate ao coronavírus, covid-19.

Faltou dignidade

O projeto tramitou semana passada no Congresso. Mas os deputados federais rejeitaram a proposta e aprovaram o recurso para ser usado por partidos políticos e custeio de campanhas eleitorais. —  Parabéns ao juiz Catta Preta pela decisão, já que o Congresso não teve a dignidade e a  responsabilidade de tomar essa atitude –, disparou, à queima roupa, o vereador Portta.

Preços disparam

Como D&F já havia denunciado na semana passada, os preços de alguns produtos subiram exponencialmente nas prateleiras dos comércios de Manaus, em tempos de pandemia do novo coronavírus. Pesquisas do Instituto Estadual de Defesa do Consumidor (Procon-AM) apontam que além da cesta básica, os valores de produtos de higiene pessoal e limpeza, que tem tido alta procura neste período, também dispararam.

Catitas gulosas

A maior variação encontrada foi de 157,28% no Feijão Carioquinha, com menor preço de R$ 3,09 e maior preço de R$ 7,95. — Alguns empresários, infelizmente, se aproveitam desse momento de crise para praticar preços abusivos –, protestou o deputado o deputado estadual Felipe Souza (Patriota).

Golpe do álcool em gel

Em recente fiscalização do Instituto, mais de 300 frascos de álcool em gel e 70 máscaras cirúrgicas foram apreendidos em uma distribuidora. Isso depois que os fiscais constatarem, por meio das notas fiscais apresentadas, que houve prática abusiva e aumento de preço injustificado.

Ponte isolada

Os habitantes da região metropolitana de Manaus –Iranduba, Manacapuru e Novo Airão – estão preocupados com proibição da passagem de pessoas não autorizadas pela ponte Jornalista Phellipe Daou (ponte Rio Negro), que dá acesso a esses municípios.

Só com autorização

Portanto, a partir de agora serão autorizados apenas o tráfego de veículos que transportam trabalhadores em situações de urgência e emergência e os que fazem parte do rol de serviços essenciais, como o transporte de cargas. A medida adotada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Região Metropolitana (Seinfra), órgão responsável pela gestão da ponte, faz parte das recomendações de isolamento social que objetivam impedir a proliferação do novo coronavírus.

Jornalista agredido

O jornalista Marcelo Cosme, 40, apresentador do Em Pauta, programa da GloboNews, foi abordado e xingado por um pedestre enquanto fazia uma corrida pela orla de Ipanema, no  Rio de Janeiro.

Furou o isolamento

Em vídeo que circula pelas redes sociais, um homem de nome Alexandre Monteiro o filma e o critica com a voz exaltada a respeito da caminhada. Para ele, Cosme estaria furando o isolamento social proposto pelos órgãos competentes de saúde.

“Filmar tua cara”

Nas imagens, Alexandre critica o fato de o apresentador achar um absurdo as pessoas estarem na rua e fazer o mesmo.

— Quero filmar bem a sua cara para mais tarde você dizer lá na GloboNews que é um absurdo as pessoas estarem na praia, né? – disse o homem.

ORGULHO

O cofundador e CEO do Twitter, Jack Dorsey, doou parte de sua participação na rede social para recuperação econômica e social, durante e após a pandemia de coronavírus. A doação representa 28% de toda a fortuna dele. O anúncio foi feito pelo Twitter, onde Dorsey divulgou os valores: 1 bilhão de dólares – quase R$ 5,2 bilhões – para a luta contra o novo coronavírus. “Por quê agora? Porque as necessidades são urgentes e porque quero ver resultados em vida”, escreveu o programador de 43 anos no Twitter.

VERGONHA

Enquanto as autoridades de saúde recomendam que as pessoas fiquem em casa pelo maior tempo possível, o presidente da República, Jair Bolsonaro, decidiu mais uma vez passear por Brasília. No final da tarde desta quinta-feira (9), ele foi a uma padaria na Quadra 302 da Asa Norte. Durante a visita algumas pessoas bateram panelas pelas janelas dos prédios e criticaram a presença do chefe de Estado no local. De acordo com uma funcionária da padaria Pão Dourado, o chefe do Executivo tomou refrigerante, comeu um pão do tipo "Sonho" e conversou com clientes e funcionários. A visita dele não era esperado, e em decorrência da presença do presidente, houve aglomeração de pessoas no local.

Mário Adolfo

Mário Adolfo

Jornalista formado pela UA, com mais de 40 anos de experiência. Dois prêmios Esso e criador do personagem Curumim, o Último herói da Amazônia.