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Cigarro eletrônico quadruplica chances de jovens procurarem cigarros comuns


Um alerta emitido pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), na última semana, aponta que a chance de um jovem começar a fumar cigarros convencionais a partir do uso de dispositivos eletrônicos é quadruplicada. O presidente interino da Liga Amazonense Contra o Câncer (Lacc), médico mastologista Jesus Pinheiro, explica que o produto contém nicotina, droga que causa dependência, entre outras substâncias nocivas à saúde. “Por isso, é importante esclarecermos a sociedade quanto aos riscos do uso de cigarros eletrônicos, que têm se tornado uma febre em vários países”.

Pinheiro destaca que, segundo o Inca, órgão subordinado ao Ministério da Saúde, os Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs) contêm aditivos e substâncias tóxicas e funcionam com bateria, que ajuda a aquecer um líquido composto, geralmente, por nicotina, propilenoglicol ou glicerol, o qual gera um aerossol, inalado pelo usuário, causando danos em todo o aparelho respiratório a longo prazo.

“Lembramos que algumas dessas substâncias, assim como o cigarro, são cancerígenas, ou seja, aumentam significativamente os riscos de se desenvolver um câncer, se consumidas com freqüência”, destacou o especialista.

Entre elas, estão: formaldeído, acetaldeído, nitrosaminas, metais pesados. O alerta do Inca aponta que, no caso dos cigarros aquecidos inclui-se o tabaco, classificado pela International Agency for Research on Cancer (IARC) como cancerígeno para os humanos (Grupo 1) e a liberação de monóxido de carbono, amônia e benzeno.

Equivocadamente, algumas pessoas utilizam os cigarros eletrônicos no processo de abandono do tabagismo

O monóxido de carbono é uma substância produzida como fumaça dos veículos e é considerada altamente tóxica, podendo causar, além de câncer, inúmeras outras doenças respiratórias. “Além disso, destacamos que a fumaça que é produzida por cigarros comuns, dispositivos eletrônicos e cigarros aquecidos não atinge apenas o fumante, mas todos que estão no ambiente, incluindo crianças”, salientou Jesus Pinheiro.

O especialista explica que, equivocadamente, algumas pessoas utilizam os cigarros eletrônicos no processo de abandono do tabagismo, metodologia que não garante que o processo de forma bem-sucedida.

No alerta do Inca, o órgão esclarece que “não há evidência científica suficiente e definitiva que indique o uso de DEF para a cessação do tabagismo (entendido como dependência à nicotina)” e destaca que “recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considerou que as informações acerca do uso de DEFs como ferramenta de cessação são inconclusivas e que não há clareza se esses produtos têm algum papel na cessação do tabagismo”. Além disso, reforça o Inca, esses dispositivos têm causado uma epidemia de uso de nicotina, principalmente entre os jovens, em outros países.

Mário Adolfo Filho

Mário Adolfo Filho

Jornalista, formado pela Universidade Federal do Amazonas. Com passagem por grandes jornais de Manaus, Prefeitura de Manaus, Câmara Municipal de Manaus e Câmara dos Deputados.