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Charges sobre a causa indígena do cartunista amazonense Mário Adolfo estão expostas no Museu de Arte do Rio de Janeiro – MAR

Charges  do cartunista e jornalista amazonense Mário Adolfo, produzidas entre 1977 a 1981 para o jornal alternativo Porantim, em defesa da causa indígena, estão compondo a exposição “Dja Guata Porã | Rio de Janeiro indígena”, no Museu de Arte do Rio – MAR, sob a gestão do Instituto Odeon e com o apoio da Repsol Sinopec Brasil.

Através do humor, o cartunista abordava, à época, a crítica situação de nações indígenas violentadas em suas próprias terras por invasores brancos. “De lá para cá não mudou muita coisa.  O MPF acabou de confirmar o massacre de índios isolados “flecheiros” por garimpeiros, no mês de agosto. Índios da mesma etnia disseram que o número de mortos ultrapassa 20 pessoas”, comentou Mário Adolfo.

A mostra “Dja Guata Porã | Rio de Janeiro indígena” é um caminho entre a história e a contemporaneidade das culturas indígenas no estado. Idealizada pela equipe de pesquisa e educação do MAR e sob curadoria de Sandra Benites, José Ribamar Bessa, Pablo Lafuente e Clarissa Diniz.

Ribamar Bessa, que hoje reside em Niteroi (RJ) é amazonense e foi professor de Mário Adolfo no curso de jornalismobda Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Um dos editores do Poratim, editado pelo Conselho INdigenista Missionário (CIMI), foi Bessa que  levou Mário Adolfo para o jornal e com ele discutia as pautas do tabloide,  para que o cartunista reforçasse as denúncias através dos cartuns.

Embora as charges de Mário estejam mais centralizadas na luta dos povos indígenas da Amazônia,  a exposição “Dja Guata Porã” foi concebida a partir da colaboração de povos, aldeias, movimentos e indígenas que residem na capital carioca. Trata-se de uma reflexão sobre a realidade indígena no Rio de Janeiro hoje, bem como sobre o passado que desaguou nesse presente.

A mostra é dividida em diferentes núcleos e apresenta ao público aproximadamente 260 peças – entre vídeos, fotografias, maquetes, objetos, instalações e desenhos –, entre outras novidades criadas pelos indígenas para a exposição, entrecruzadas com documentação e iconografia histórica sobre algumas das mais importantes questões dessa memória, obras que estarão nas galerias A e B do 3° andar do Pavilhão de Exposições.

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