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Ato em Manaus reúne quatro mil pessoas na Ponta Negra


Aproximadamente 4 mil pessoas se reuniram na ensolarada Ponta Negra até às 15h30 desta terça-feira, 7/9, em ato de apoio ao presidente Jair Bolsonaro. O local contou com forte adesão de caminhoneiros e motoristas de veículos pesados, estacionados ao longo do trecho da Avenida Coronel Teixeira, onde ocorre a manifestação. Integrantes carregavam faixas críticas ao STF, enquanto condutores se diziam indignados com o preço do diesel.

A estimativa de adesão foi feita pelo comandante da Polícia Militar na área, coronel Coutinho, mas a essa altura muitas pessoas ainda se dirigiam às proximidades do Anfiteatro da Ponta Negra, onde um trio elétrico movimentava o evento. Nele, estava o empresário Romero Reis, candidato a prefeito de Manaus em 2020 pelo partido Novo, o qual já se desfiliou em fidelidade à Bolsonaro.

No trajeto até o trio, o hino nacional era a principal trilha nos veículos dos manifestantes, acompanhada por paródias que exaltavam a figura do presidente da República. Uma fila de dezenas de veículos pesados, entre caminhões de carga, frete e guinchos estavam perfilados na via. De acordo com alguns motoristas, cerca de 30 deles vieram de Boa Vista.

O adesivo do Grupo Shoffer Manaus (GSM) estava estampado em boa parte desses veículos. Um dos representantes do grupo era o carreteiro Cleverson Brelaz, 32, que pendurou no caminhão uma faixa em alusão ao pai, falecido em um acidente enquanto trabalhava em Autazes, no dia 3 de agosto. Ele foi transferido a Manaus, mas não resistiu e morreu três dias depois. Para Cleverson, o falecimento do pai foi consequência de corrupção.

“Ele teve 80% do corpo queimado e não foi atendido no município, que não tinha estrutura. Precisou vir pra Manaus e não adiantou”, lembrou. Além da homenagem, o carreteiro se diz prejudicado pelo preço dos combustíveis, ao qual vê no presidente Jair Bolsonaro um aliado e os governadores os responsáveis. “O presidente isentou o combustível e o gás de cozinha. Ao invés dos governadores abraçarem a causa eles aumentaram o ICMS”, disse.

O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços no Amazonas sobre os combustíveis, contudo, não sofre aumento no Estado há 24 anos.

Além da insatisfação com o preço do combustível, Cleverson e seus colegas defenderam o voto impresso e o combate ao comunismo. “O Brasil está cheio de venezuelanos, argentinos… Se o comunismo chegar aqui, para onde o brasileiro vai?”, questionou.

STF

A oposição ao Supremo Tribunal Federal também esteve evidente entre os manifestantes. Em frente ao anfiteatro, um caminhão tanque exibia uma montagem colada na lateral em que os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e o ex-presidente Lula aparecem presos. Em uma faixa amarrada entre árvores na calçada, os ministros do STF são chamados de “traidores da pátria”. Em outra, o pedido de “intervenção militar com Bolsonaro na presidência”.

Manifestantes também criminalizaram o comunismo - Foto: Paloma Mendonça

Outras manifestações

Na manhã de hoje, veículos pesados percorrem vias como Grande Circular, Governador José Lindo, das Flores e Torres. Um dos caminhões tinha adesivos representando a prisão dos ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, além do ex-presidente Lula.

Outros manifestantes pró-bolsonaro se reúnem na Praça do Congresso, Centro de Manaus. O ato foi convocado pelo Movimento Conservador  Amazonas, que tem como uma das lideranças coronel Menezes.

Já na Bola da Suframa evangélicos se reúnem na Bola da Suframa, Zona Sul de Manaus em apoio ao presidente da República.

Texto: Bruno Tadeu/ Toda Hora

Redação

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