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O deputado estadual Serafim Corrêa (PSB), que tem dedicado parte do seu mandato a fiscalizar a correta aplicação dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), publicou um texto no seu site acusando o governador-candidato  Amazonino Mendes (PDT/AM) de ter “guardado o dinheiro do Fundo para fazer média eleitoral às vésperas das eleições”.

Isso porque o Governo do Estado fez uma consulta ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE) pedindo autorização pagar abono aos professores antes das eleições, agora em setembro. Com o pedido, Amazonino pretende conciliar o pagamento do abono com a segunda parcela do reajuste salarial dos servidores da educação, de 8,25%, que será incorporado este mês. Em caso de autorização da Justiça Eleitoral, professores e pedagogos teriam mais R$ 5,5 mil do Fundeb no salário de setembro. Esse valor é referente a carga de 40 horas semanais.

Amazonino, que chegou a ser hostilizado em Parintins, no dia 23 de março deste ano, no período de greve da categoria, porque insistia em dizer que não tinha dinheiro para pagar 27% de reposição salarial, tenta, agora, fazer as pazes com os educadores e conquistar simpatias, tentando fazer o que David Almeida fez, de livre e espontânea vontade, ao passar pelo governo e pagar o maior abano já pago à categoria.

Serafim Corrêa vem dizendo desde o início do ano que há dinheiro em caixa para pagar

Despontando com o maior índice de rejeição junto ao eleitorado nas pesquisas realizadas até o momento por alguns institutos especializados, Amazonino repete velhas práticas e falta com o respeito a uma categoria que merece mais do que sempre tem recebido, ao tentar, através de uma “manifestação de amor”, dar “um guaraná” às vésperas das eleições só para conquistar simpatias e passar a imagem de bom garoto.

“Em janeiro/março deste ano mostrei que existiam recursos suficientes para dar 28% de reajuste aos professores. O governo do estado dizia que só podia dar 4%. Pra não dar o braço a torcer, o governo disse que concordava em 27% dividido em três parcelas: a primeira, em março; a segunda, em setembro, às vésperas das eleições; e a terceira, em janeiro de 2019. Agora, um mês antes das eleições, caem as máscaras e fica evidente qual era o plano: o Governo do Estado, conforme notícia que circula na internet, pede à Justiça Eleitoral autorização para pagar R$ 5.500,00 a cada professor por cadeira de 40 horas. Ou seja, guardou esse dinheiro para fazer média eleitoral às vésperas das eleições”, detona Serafim.

*Com informações do site Manaus Olímpica

Mário Adolfo Filho

Mário Adolfo Filho

Jornalista, formado pela Universidade Federal do Amazonas. Com passagem por grandes jornais de Manaus, Prefeitura de Manaus, Câmara Municipal de Manaus e Câmara dos Deputados.