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A boemia de Manaus perde o professor do Sopão

Morreu na noite de terça-feira, 17/07, aos 80 anos,  Walter Nonato, que ficou famosos na noite de Manaus como o homem que lançou o “Sopão do Professor”. Durante mais de 50 anos ele  serviu a sopa mais saborosa de Manaus, numa casa simples localizada no nº 1510, Av. Constantino Nery, são Geraldo.

Quem viveu a boemia dos anos 1980-1990 em Manaus deve lembrar muito bem que depois das 2h da madrugada, quando os bares começavam a cerrar suas portas, só havia um lugar para “matar a broca”e ao mesmo tempo minorar os efeitos do álcool para chegar em casa “mais ou menos” sóbrio: O “Sopão  do professor!” Era tiro e queda na ressaca.

Servido nos sabores “Mocotó, carne e mista”, a sopa até hoje é vendida a preços populares, podendo ser adquirida na tigela, no prato simples ou  no prato fundo, a mais cara. Acompanha o sopão um pão torrrada e o ardente molho regional com a pimenta murupi.

Ninguém sabe explicar até hoje porque Walter era chamado de professor, haja vista que nunca exerceu a profissão. Quando completou 76 anos, o professor passou a administra o negócio de casa, passando a tarefa a para os filhos e netos.

O Sopão do Professor foi aberto em 1964 e ficou tão famosa que alguns governadores, como Gilberto Mestrinho, Amazonino e o prefeito Manoel Ribeiro chegaram a adotar a sopa como programa social. Vai deixar saudades.

4 Comentários

  • shirley cerquinho

    19 de julho de 2018 at 01:07

    O sopão do professor foi realmente um tira-ressaca, lembro das muitas vezes em que
    a nossa turma chegava por lá todos bêbados Deocleciano Souza o nosso Deco, Sebastiao Assante
    o Zão, Mario Adolfo o Curumim, professor Ameci Souza, Marluce Angioles, ivone Andrade e eu
    shirley cerquinho. Ótimos anos 80 a gente era feliz e não sabia!

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  • Delmar campos

    20 de julho de 2018 at 17:53

    Na realidade,o Nonato era filho de criação de D.Dica que foi quem realmente começar a venda de sopa em uma casa de madeira bem só lado onde fica o “Sopão do professor”, ele ficou conhecido como professor devido a tratar os clientes assim.
    Dizem as más línguas que ele na realidade ele contribuições com o negócio de vendas de sopa de sua mãe de criação que era conhecida como Tia Dica,ao colocar em sua casa,venda de sopa também e no início,as pessoas que sabiam da história, continuaram a querer somente a sopa da Tia Dica e o Nonato que era o procurador dela,por vingança vendeu a casinha dela e com o dinheiro da venda, construio o prédio do seu comércio e fez com que D.Dica morasse em um quartinho nos fundos e cozinhasse para ele as sopas e caldos e a partir daí o negócio evoluio porque muitos fregueses antigos retornaram e a grande maioria resolveu boicotar inclusive eu que nunca mais voltei ao local depois que soube do falecimento da Tia Dica por desgosto por ser enganada.

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  • Silvano

    21 de julho de 2018 at 16:35

    Sei de uma estória lá dos idos de 1986, quando ainda labutava no distrito industrial. Chegou um paulista pra ser gerente na empresa onde eu trabalhava. Logo foi convidado pela turma boêmica da empresa pra conhecer a noite manauara. A turma que já estava acostumada com os benefícios da sopa pós-noitada, o levaram para experimentar a famosa sopa de mocotó. Chegando ao endereço, o sujeito desdenhou do local e se recusou a entrar. Somente depois de muita conversa e insistência de seus novos parças locais o cara resolveu conhecer o ambiente. Serviram-lhe, no prato fundo, a deliciosa sopa de mocotó. Pois bem, depois dessa noite, o homem quando saía com a turma era o primeiro a se manifestar sobre onde terminariam a noite após a fuzarca: Sopão do professor.

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